
A inclusão da categoria bancária entre as prioridades da vacinação contra a Covid-19 foi tema de reunião nesta segunda-feira (7), da qual participaram as coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários e Bancárias, Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), e Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, com representantes do governo federal e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
“Apresentamos nossos argumentos para que a categoria bancária seja prioritária no Plano Nacional de Imunização (PNI). Em todos os decretos oficiais de antecipação de feriados, de restrição de circulação, as agências bancárias permaneceram abertas. Atendemos milhões de pessoas durante a pandemia, para o pagamento do Auxílio Emergencial, de aposentadorias e para programas de crédito. Bancárias e bancários correram o risco de serem contagiados e também de contagiarem os clientes”, alertou Juvandia Moreira.
“Trabalhamos em locais fechados por questões de segurança, com pouca ventilação. As agências são locais perigosos para a disseminação do vírus da covid-19”, destacou Ivone Silva. A reunião também contou com a participação de Isaac Menezes Ferreira, presidente da Fenaban; e Adauto Duarte, diretor de Relações Trabalhistas da Fenaban. Representando o governo, estavam Bruno Dalcolmo, secretário de Trabalho do Ministério da Economia; e Bruno Bianco Leal, secretário especial de Previdência e Trabalho.
Mortalidade
No encontro foi destacado o elevado índice de mortalidade da categoria no período da pandemia. O setor de atividade financeira, no qual está incluída a categoria bancária, registrou aumento de 114,6% no número de desligamentos por morte no 1º trimestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020. A média nacional desses desligamentos na comparação entre os mesmos períodos foi bem menor, de 71,6%. Em uma análise dos desligamentos por morte apenas na categoria bancária, a variação no número de desligamentos por morte foi de 176,4%. Os números são do Boletim Emprego em Pauta, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de maio de 2021.
“Levamos o pleito ao governo. Os dois secretários ficaram de apresentar nossa reivindicação ao Ministério da Saúde. É importante destacar que já tentamos nos reunir com o Ministério da Saúde e até agora não obtivemos resposta. Ficou acertado que a Contraf-CUT e a Fenaban e Febraban enviarão um documento conjunto para o Ministério da Saúde com esses argumentos e com o pedido de inclusão da categoria como essencial também no Plano Nacional de Imunização”, ressaltou Juvandia Moreira.

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