
As empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal, titulares do Saúde Caixa, aprovaram a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do plano de saúde em assembleias realizadas por sindicatos da categoria em todo o país. Do total de votantes no sistema centralizado pela Contraf-CUT, 65,84% foram favoráveis ao acordo. A deliberação foi realizada de forma remota, por meio de plataforma eletrônica de votação, das 19h de terça-feira (11), às 14h desta quarta-feira (12).

Aposentados e pensionistas titulares do plano também participaram do pleito.
Com a aprovação nas assembleias, o acordo será assinado e passa a ter validade a partir de 1º de janeiro, com vigência até 31 de agosto de 2026.
“A aprovação da proposta que mantém o reajuste zero nas mensalidades do Saúde Caixa representa um passo fundamental na proteção do orçamento das famílias e na preservação do direito à saúde. A medida evita o aumento dos custos para empregados e empregadas e impede que muitos sejam obrigados a deixar o plano por dificuldades financeiras. Esse resultado reforça o compromisso coletivo da categoria em defender um modelo de custeio justo e sustentável, garantindo a permanência e o fortalecimento de um dos principais patrimônios dos trabalhadores da Caixa”, destacou o presidente do Sindicato dos Bancários de Araraquara e região, Paulo Roberto Redondo.
A luta continua
O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da caixa, Felipe Pacheco, ressaltou que as negociações do Saúde Caixa vão continuar mesmo após a aprovação do acordo nas assembleias. “Dado o cenário de alta dos custos médicos e os déficits existentes, que levaram a Caixa apresentar uma proposta inicial de aumento de até 71% dos valores que seriam pagos pelos usuários, o reajuste zero foi uma grande conquista. Mas, afastado o risco de reajuste, agora vamos discutir a igualdade de direitos para quem foi contratado a partir de setembro de 2018 e, também, o que é preciso ser feito para acabar com o teto de gastos da Caixa com a nossa saúde”, disse.
Em regime de votação!
O índice geral de 65,84% de aprovação não inclui as bases do Seeb/SP, Seeb/BA e Seeb/ES, que utilizam sistema próprio de votação. Em Brasília, 65,31% dos votantes aprovaram o acordo. Na base do Seeb/BH o acordo foi rejeitado. Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região (Seeb/SP) e na base do Seeb/BA, que utilizam sistema próprio de votação, o acordo foi aprovado com 71,58% e 61% dos votos, respectivamente.
No Acre, a assembleia será presencial na tarde desta quarta-feira (12), a partir das 16h30, e na base do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, a assembleia está ocorrendo por plataforma eletrônica votação desde 12h desta quarta-feira (12) e segue até 12h de quinta-feira (13).

Sistema financeiro brasileiro nega crédito como direito e mantém lógica de exclusão social

Sindicato garante avanços e alerta bancários sobre direitos e prazos no Bradesco

Caixa responde ofício da Contraf-CUT e marca negociação com a CEE

Dia da Visibilidade Trans expõe as contradições entre direitos, trabalho e violência

Mesmo com inflação desacelerando, BC escolhe penalizar população com juros em 15%

Doenças afastaram 4,1 milhões de trabalhadores de suas funções em 2025

Funcef detalha alternativas para resolver passivo previdenciário que atinge empregados da Caixa

COE do Santander cobra mais transparência em mesa sobre diversidade e segurança bancária

BB anuncia mais de 1.100 novas funções comissionadas e mudanças no atendimento especializado
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias