
Nesta terça-feira (19), acontece na Câmara dos Deputados, em Brasília, uma audiência pública para discutir os altos valores cobrados no plano de saúde dos aposentados do Itaú. A iniciativa foi provocada pelo movimento sindical e apresentada pela deputada federal Érika Kokay. O Sindicato dos Bancários de Araraquara e Região participa da atividade, representado por sua diretora Rosângela Lorenzetti, que também ocupa a Secretaria de Saúde da Fetec-CUT/SP.
O encontro busca expor os prejuízos sofridos pelos aposentados do banco após as mudanças nas regras do plano e construir soluções coletivas que garantam a manutenção desse direito fundamental: o acesso à saúde. Muitos ex-bancários enfrentam mensalidades que chegam a R$ 2.135,71 por pessoa — o que pode ultrapassar R$ 4.271,42 para um casal. Esse cenário decorre do fim da contribuição parcial do Itaú, prevista na Convenção Coletiva de Trabalho, tornando o custeio inviável para a maioria.

Desde outubro de 2023, o tema vem sendo debatido em um processo mediado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A principal reivindicação é que os valores sejam compatíveis com a renda dos aposentados e que haja isonomia em relação aos funcionários da ativa, com os mesmos critérios de subsídio aplicados pelo banco, pela Fundação Itaú Unibanco de Previdência Complementar e pela Fundação Saúde Itaú.
“Ao longo da vida, esses trabalhadores contribuíram para o crescimento do Itaú. Agora, quando mais precisam de amparo, são penalizados com cobranças abusivas que inviabilizam o acesso à saúde. O banco tem total capacidade de assegurar esse direito, e é isso que estamos reivindicando: respeito e dignidade para quem dedicou anos de trabalho à instituição”, afirma Rosângela Lorenzetti, diretora do Sindicato.

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