
O Sindicato dos Bancários de Araraquara e Região realizou, na manhã desta quarta-feira (5), uma ação pública nas agências do Banco do Brasil localizadas nos bairros Carmo e Vila Harmonia, como parte do Dia Nacional de Luta. A mobilização dialogou com trabalhadores e a população, expondo o cenário de pressão, assédio organizacional e adoecimento que tem se agravado nas unidades do BB em todo o país.
Durante a atividade, diretores da entidade distribuíram o boletim informativo “O Espelho”, que denuncia os impactos da atual política de gestão do banco, centrada em metas e resultados financeiros e que tem deixado de lado o caráter público e social da instituição.
Nos últimos meses, a direção do Banco do Brasil anunciou uma série de medidas que ferem direitos históricos da categoria, como o fim do pagamento das substituições, a suspensão das férias nos meses de novembro e dezembro, o aumento da jornada de trabalho e a extinção dos caixas. Após a forte reação dos sindicatos e dos trabalhadores, a empresa foi obrigada a recuar parcialmente, garantindo o retorno do pagamento das substituições temporárias a partir de novembro.
“O ambiente de trabalho está cada vez mais tenso. A cobrança intensa, a falta de diálogo com as entidades representativas e o clima de medo dentro das agências são reflexos de uma gestão que prioriza números em detrimento das pessoas. O banco não pode esquecer que por trás dos resultados estão seus funcionários, que são os ativos mais valiosos da instituição”, destacou a secretária-geral do Sindicato, Andréia C. de Campos.

Além de repudiar esses ataques, a atividade também chamou atenção para a situação da Cassi (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil). As mudanças promovidas pelo banco, como o programa Performa, reduziram salários e, consequentemente, as contribuições que sustentam o plano de saúde — baseado no princípio da solidariedade. O movimento sindical reivindica o retorno ao modelo de custeio 70/30, o financiamento do pós-laboral para quem ingressou após 2018 e a inclusão dos trabalhadores de bancos incorporados.
“A sustentabilidade da Cassi está ameaçada e são necessárias medidas urgentes. O BB tem responsabilidade direta pela saúde e bem-estar de seus funcionários e deve adotar uma postura de respeito e compromisso com aqueles que constroem sua história”, concluiu o diretor do Sindicato, Marcelo Fabiano Siqueira.

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