
O Banco Mercantil do Brasil (BMB) iniciou 2026 mantendo a trajetória de resultados históricos. No primeiro trimestre do ano, o Lucro Líquido Recorrente Gerencial — que desconsidera efeitos extraordinários — alcançou R$ 273,0 milhões, o maior resultado trimestral já registrado pela instituição. O valor representa crescimento de 13,6% em relação ao mesmo período de 2025 e avanço de 0,9% na comparação com o trimestre anterior, consolidando o 14º resultado recorde consecutivo do banco.
A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) permaneceu em patamar elevado, atingindo 42,7%, embora tenha apresentado redução de 3,7 pontos percentuais em doze meses, movimento explicado principalmente pelo forte aumento do patrimônio líquido da instituição.
Leia aqui os destaques completos feitos pelo Dieese
Os ativos totais do banco cresceram 37,6% em doze meses e 5,0% no trimestre, chegando a R$ 37,3 bilhões. Já o patrimônio líquido ultrapassou R$ 3,0 bilhões, com alta expressiva de 56,3% no período anual e 29,7% na comparação trimestral.
A carteira de crédito, que representa 67,5% dos ativos do banco, alcançou R$ 25,2 bilhões, com crescimento de 32,7% em doze meses e 6,2% no trimestre. Cerca de 80% das operações foram originadas pelos canais digitais. Os principais destaques foram o crédito consignado, que avançou 51%, e o crédito pessoal, com crescimento de 32%.
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,3%, com aumento de 1,1 ponto percentual em doze meses. As despesas com provisões para perdas esperadas somaram R$ 377,0 milhões ao final de março de 2026, alta de 247,5% no período.
As receitas com prestação de serviços totalizaram R$ 371,9 milhões, crescimento de 83,5% em doze meses. Já as despesas de pessoal, incluindo o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), atingiram R$ 231,2 milhões, alta de 17,7%. Com isso, as receitas de serviços cobriram 160,9% das despesas com pessoal.
O banco encerrou o trimestre com 3.961 empregados e estagiários, após a criação de 373 postos de trabalho em doze meses e 102 novas vagas no trimestre. A rede de atendimento também foi ampliada, com a abertura de 39 unidades no período, totalizando 352 pontos de atendimento. A base de clientes cresceu em 1 milhão no último ano, alcançando 10 milhões de clientes.
Para Vanderci Antônio da Silva, coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil, os resultados demonstram a solidez da instituição, mas também reforçam a necessidade de reconhecimento aos trabalhadores.
“O banco segue batendo recordes consecutivos de lucro, o que evidencia o papel fundamental dos trabalhadores e trabalhadoras nesse desempenho. É essencial que esse crescimento venha acompanhado de valorização profissional, melhores condições de trabalho e distribuição justa dos resultados para quem constrói diariamente esses números. Mesmo diante do lucro expressivo e do esforço dos empregados, o Mercantil iniciou a semana promovendo demissões, o que consideramos um absurdo”, afirmou Vanderci.
Segundo o dirigente sindical, o momento reforça a importância do diálogo permanente entre banco e representação dos empregados, especialmente diante do avanço da digitalização e da expansão da instituição.
“O crescimento acelerado do Mercantil exige atenção às condições de trabalho, à saúde dos empregados e à qualidade do atendimento. O desenvolvimento do banco precisa caminhar junto com respeito, valorização e sustentabilidade nas relações de trabalho”, completou.

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