
Em reunião realizada na segunda-feira (18), a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) recebeu da direção do banco a apresentação do Protocolo de Atendimento para casos de Violência Doméstica e Familiar, que será lançado oficialmente nesta terça-feira (19). O protocolo inclui a Cartilha de Prevenção à Violência Doméstica e estabelece um canal específico na Gepes Atendimento, pelo telefone 4003-5291, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, com equipe capacitada para orientar bancárias sobre medidas externas e internas de proteção.
O canal oferece acolhimento e suporte para romper o ciclo de violência, além de medidas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), como transferência de local de trabalho, alternância de horários e mudança do regime presencial para teletrabalho ou vice-versa. Também garante encaminhamento para acompanhamento psicológico e médico da Cassi, além de auxílio deslocamento para idas a delegacias ou serviços públicos especializados. A autonomia da mulher é sempre respeitada, permitindo que cada bancária escolha quais caminhos seguir.
Segundo Fernanda Lopes, coordenadora da CEBB e secretária da Mulher da Contraf-CUT, “essa é uma conquista histórica. Desde 2018, cobramos ações efetivas do BB para proteger bancárias em situação de violência doméstica. Em 2020, o ACT [Acordo Coletivo de Trabalho] implantou medidas de apoio que hoje estão consolidadas no protocolo. Com esse canal, garantimos acolhimento especializado, integração com a Cassi e acompanhamento seguro. Esse é um avanço fundamental!”.
A cartilha informa sobre os diferentes tipos de violência – física, psicológica, sexual, patrimonial e moral – e detalha os passos após a denúncia, com os possíveis caminhos, como a concessão das medidas protetivas da Lei Maria da Penha, o eventual registro do boletim de ocorrência, acompanhamento pelo sistema de justiça, acesso à Defensoria Pública e aos serviços públicos especializados. Também orienta sobre canais externos de denúncia, como Delegacias da Mulher, Defensorias Públicas, Núcleo Judiciário da Mulher e emergência policial (190).
Fernanda Lopes reforça: “Cada passo dado nesse protocolo fortalece a proteção das bancárias e mostra que, com informação, suporte e medidas eficazes, podemos romper o ciclo de violência. É um compromisso da Contraf-CUT e do Banco do Brasil com a vida e a dignidade das mulheres”.

Sistema financeiro brasileiro nega crédito como direito e mantém lógica de exclusão social

Sindicato garante avanços e alerta bancários sobre direitos e prazos no Bradesco

Caixa responde ofício da Contraf-CUT e marca negociação com a CEE

Dia da Visibilidade Trans expõe as contradições entre direitos, trabalho e violência

Mesmo com inflação desacelerando, BC escolhe penalizar população com juros em 15%

Doenças afastaram 4,1 milhões de trabalhadores de suas funções em 2025

Funcef detalha alternativas para resolver passivo previdenciário que atinge empregados da Caixa

COE do Santander cobra mais transparência em mesa sobre diversidade e segurança bancária

BB anuncia mais de 1.100 novas funções comissionadas e mudanças no atendimento especializado
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias