
Nesta terça-feira (9), data em que se dará o último encontro do ano do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, centrais sindicais realizarão um ato em frente à sede da entidade da Av. Paulista, nº 1804, na capital de São Paulo. Participe também pelas redes sociais usando as hashtags: #MenosJuros, #JurosBaixosJá e #NatalSemJuros
O protesto é pela redução da taxa básica de juros (Selic), hoje em 15% - o maior nível que o índice já alcançou em quase 20 anos.
Cada 1% de aumento na Selic eleva os gastos públicos em mais de R$ 50 bilhões. Os juros altos, determinados pelo BC, também impactam diretamente e de forma negativa no consumo, emprego e desenvolvimento do país.
Além de ineficiente para controlar a inflação, a Selic elevadíssima serve apenas aos interesses da especulação dos títulos da dívida pública.
Entenda
O Copom se reúne a cada 45 dias por dois dias consecutivos para, com base na avaliação do cenário econômico e na inflação, redefinir a Selic. Nos três últimos encontros, realizados em julho, setembro e novembro, a entidade decidiu manter o índice em 15% ao ano. O Comitê também deu indícios, em comunicados anteriores, que deve manter a taxa básica de juros em 15% na reunião que acontece nesta semana.
O principal argumento defendido pela entidade monetária para manter a Selic elevada é o controle da inflação. Entretanto, o uso da taxa básica de juros para controlar a inflação é bastante questionado, considerando que os registros dos últimos anos apontam que o aumento de preços de bens e serviços seguem sob controle. Ainda assim, os movimentos inflacionários identificados no Brasil, pelo aumento de alimentos e energia, estão mais relacionados a questões sazonais, como problemas ambientais ou geopolíticos, sobre às quais a elevação dos juros tem pouca influência.

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