
No mesmo dia em que o Bradesco anunciou um lucro líquido recorrente de R$ 19,458 bilhões, o presidente do banco, Octavio de Lazari, disse em entrevista com jornalistas que deve reduzir em mais de um terço a sua rede de agências entre 2020 e 2021.
O corte faz parte de um plano de reestruturação de despesas que o banco já vem implementando desde o ano passado, quando fechou 7.754 postos de trabalho e 1.083 agências em 2020. A estimativa para este ano é encerrar as atividades de mais 450 agências. Somado ao corte efetuado no ano passado, o número significa uma redução de 34,2% em relação ao tamanho da rede em 2019, que contava com 4.478 agências.
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) Bradesco já solicitou uma reunião com o banco, que deve ser agendada para a segunda quinzena de fevereiro. “Nós queremos entender o motivo de tantos fechamentos, pois os trabalhadores correm o risco de perder os empregos”, afirmou Magaly Fagundes, coordenadora da COE Bradesco. “Queremos saber como fica o emprego nesta nova reestruturação. Pois, mesmo durante a pandemia e com um acordo para não demitir, o banco reduziu seu quadro de funcionários”, finalizou.

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