
O Comando Nacional dos Bancários realiza, nesta segunda-feira (28), no Teatro dos Bancários de Brasília, um Seminário Nacional ampliado, para debater as pautas que compõem a Marcha da Classe Trabalhadora e seus efeitos na organização sindical da categoria e dos trabalhadores. A atividade será exclusivamente presencial.
“Uma das pautas de reivindicação deste ano é a redução da jornada, com manutenção dos salários, como uma forma de compartilhar os benefícios dos avanços da tecnologia com toda a sociedade. Outra bandeira de destaque na marcha é a justiça tributária, com o nosso apoio ao projeto de lei que amplia a inserção do imposto de renda para os trabalhadores e cobrança de imposto dos super-ricos”, destacou na abertura a coordenadora do Comando Nacional e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.
A realização do seminário foi definida em reunião do Comando Nacional dos Bancários ocorrida no dia 31de março de 2025, quando foi aprovada a participação nas ações estratégicas para fortalecer e atualizar a pauta dos trabalhadores na Marcha da Classe Trabalhadora, que será realizada nesta terça-feira (29), também em Brasília.
Ao final da Marcha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá receber os representantes da CUT e das demais entidades (Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, Pública e Intersindical) que compõem o Fórum das Centrais Sindicais, que entregarão a Lula a Pauta da Classe Trabalhadora.
A Marcha
A Marcha em Brasília tem como pautas a redução da Jornada de Trabalho, sem redução salarial e o fim da escala 6X1. As centrais defendem ainda a isenção do imposto para quem tem renda até R$ 5 mil; as pautas dos trabalhadores e trabalhadoras no Serviço Público das esferas municipal, estadual e federal, com a valorização do serviço público, fim do confisco, pela manutenção do RJU (Regime Jurídico Único), pela regulamentação da negociação coletiva (Convenção 151); a valorização da Agricultura Familiar, o cumprimento da lei de igualdade salarial entre homens e mulheres, transição energética justa, combate ao racismo e à LGBTQIA+fobia, entre outras reivindicações.
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A Marcha será o ponto alto da Jornada Nacional de Lutas da Classe Trabalhadora, que teve início no dia 9 de abril com um ciclo de debates em parceria com o Dieese em vários estados do Brasil.
Programação
A concentração será às 8h, no estacionamento do Teatro Nacional/Praça da Cidadania. Às 9h, será realizada a Plenária. Às 10h30, a saída da Marcha rumo ao Congresso Nacional, onde a pauta será entregue à Câmara dos Deputados e ao Senado.
A diretoria do Sindicato dos Bancários de Araraquara e região estará na marcha, unida em defesa de toda a classe trabalhadora.
“Estaremos marchando, representando todos os bancários e bancárias de Araraquara, por isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil — porque não é justo que o trabalhador pague a conta enquanto os super-ricos continuam isentos. Queremos também a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, porque produtividade não pode servir de desculpa para explorar ainda mais o trabalhador. Lutamos pelo fim da escala 6x1, que desumaniza e destrói o direito ao descanso e ao convívio familiar. Marcharemos, ainda, pela redução da taxa de juros, que sufoca o povo, o pequeno empreendedor e destrói qualquer possibilidade de desenvolvimento com justiça social. E mais do que nunca, levantamos a bandeira da igualdade de gênero, porque não haverá justiça de verdade enquanto as mulheres seguirem recebendo menos e sendo desrespeitadas nos locais de trabalho”, ressalta o presidente do Sindicato, Paulo Roberto Redondo.

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