
Nesta terça-feira (17), bancários do Itaú de todas as regiões do Brasil promovem um Dia Nacional de Luta para denunciar as condições precárias que enfrentam diariamente: um cenário marcado por demissões, metas abusivas e o adoecimento de trabalhadores. A mobilização busca trazer visibilidade para as dificuldades enfrentadas pelos funcionários, que contrastam com a imagem de sucesso e prosperidade promovida pelo banco.
Em Araraquara, diretores do Sindicato realizaram na única agência do Itaú ainda em funcionamento no município a panfletagem de um Infopress com denúncias sobre o aumento da precarização, fechamento de agências e reivindicações do movimento sindical, expondo o contraste entre o discurso publicitário do banco e a realidade enfrentada nos locais de trabalho.
Nos últimos anos, o Itaú tem fechado agências físicas em ritmo acelerado, especialmente em cidades de pequeno e médio porte. Cada unidade encerrada significa menos empregos, mais sobrecarga para os remanescentes e prejuízo à população, que perde o acesso ao atendimento presencial. No caso de Araraquara, essa política se torna ainda mais evidente: com apenas uma agência em funcionamento e o fechamento de unidades nas cidades vizinhas, o município passou a concentrar a demanda regional, aumentando o fluxo de clientes e intensificando a pressão sobre os trabalhadores, com reflexos diretos nas filas, no tempo de espera e na qualidade do atendimento.
“Enquanto o Itaú segue batendo recordes de lucro, o cotidiano dos trabalhadores é de cobranças incessantes e medo constante de demissão. O que se vê são rotinas exaustivas, metas desumanas e falta de perspectivas de carreira. Muitos colegas têm adoecido por estresse, depressão, ansiedade e Burnout, reflexo direto de uma gestão que prioriza apenas o lucro, sem qualquer preocupação com as pessoas”, ressaltou a secretária geral do Sindicato, Andréia C. de Campos.
Com o enxugamento das equipes, cresce também o controle digital e a vigilância exercida por ferramentas de inteligência artificial, usadas para monitorar cada passo e desempenho dos trabalhadores, uma prática que agrava o assédio moral e digital.
“Essa política de gestão ataca o emprego, a saúde e a dignidade dos bancários, e ainda compromete o comércio local e os serviços das comunidades que dependem das agências. Não há responsabilidade social em um modelo que fecha portas, demite pais e mães de família e adoece quem continua trabalhando. O banco lucra como nunca, mas não cumpre seu papel social. Banco é concessão pública e precisa garantir atendimento digno à população”, reforçou Andréia.

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