
A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) disponibiliza no portal da Federação, o Caderno dos Estados de 2026, com dados importantes sobre os investimentos da Caixa em todo o país.
> Acesse o caderno completo aqui.
A publicação, elaborada em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com base em levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revelou que o banco ampliou significativamente sua atuação no crédito habitacional e na execução de programas sociais nos últimos anos.
O leitor poderá conferir no caderno on-line, os números detalhados dos investimentos de cada uma das 27 unidades da federal. Segundo o estudo exclusivo com base nas Informações do Banco Central, a Caixa responde atualmente por cerca de 70% do financiamento imobiliário no Brasil, com crescimento de 59% no valor total financiado entre 2021 e 2025.
Em diversas regiões do país, especialmente onde os bancos privados têm menor presença, o protagonismo da instituição é ainda maior: em 20 estados, o financiamento imobiliário depende exclusivamente de bancos públicos, e a Caixa chega a responder por até 92% do crédito habitacional. Mesmo onde há concorrência privada, o banco mantém, em média, 80% das operações.
O levantamento também evidencia o papel estratégico da Caixa na execução de políticas públicas e programas sociais do governo Federal. Entre 2021 e 2025, as transferências cresceram 90% em volume e mais que triplicaram em valor, consolidando o banco como principal agente de distribuição de recursos governamentais.
No mesmo período, o Bolsa Família teve aumento de 11% no valor repassado, enquanto o Minha Casa, Minha Vida registrou crescimento de 9% nas unidades financiadas e de 63% no valor total contratado.
Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, os números reforçam a importância da Caixa para o desenvolvimento social e econômico do país. “A Caixa é fundamental para garantir o acesso da população à moradia, ao crédito e às políticas públicas. Os dados demonstram a relevância do banco para o desenvolvimento regional e para a inclusão social em todo o Brasil”, destaca.
Fechamento de agências
As entidades também manifestam preocupação com a redução da rede física de atendimento da Caixa. Entre 2021 e 2025, foram fechadas 252 agências em todo o país. Somente entre 2024 e 2025, houve o encerramento de 138 unidades, além da diminuição de outros canais de atendimento, como postos, correspondentes Caixa Aqui e unidades lotéricas.
“À exemplo da Fenae e da Contraf-CUT, nós defendemos que a presença física da Caixa continue sendo tratada como prioridade. Em muitas cidades e bairros, especialmente nas regiões mais afastadas e interior dos estados, a Caixa é a principal e, em alguns casos, a única instituição financeira à disposição da população. Retirar essa estrutura significa dificultar o acesso a serviços essenciais e enfraquecer o papel social que o banco exerce”, ressalta o presidente do Sindicato dos Bancários de Araraquara e região, Paulo Roberto Redondo.
O Sindicato orienta todos os trabalhadores de sua base a participarem também da Campanha lançada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, “Eu Quero Mais Agências”, que inclui um site e um abaixo-assinado para mobilizar a categoria e clientes em defesa da ampliação da rede de atendimento bancário presencial.
A iniciativa busca pressionar os bancos a interromperem o fechamento de unidades e garantir atendimento digno e acessível à população. Participe e contribua com essa luta!

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