
Movimentos sociais das capitais de Recife, Belo Horizonte, Fortaleza, Teresina, São Paulo e Rio de Janeiro já confirmaram os locais de concentração das atividades do 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores. Além de festejar a trajetória da luta de classe, os trabalhadores irão às ruas para pressionar o Congresso Nacional pela aprovação da redução da jornada de trabalho sem perda de direitos e fim da escala 6x1.
A seguir, as cidades e locais com atos já confirmados (lista sujeita a atualizações):
- Rio de Janeiro: Copacabana, Posto 5, às 14h
- São Paulo: Avenida Paulista, (concentração a definir) às 09h
- Belo Horizonte: Praça Raul Soares, às 09h
- Fortaleza: Espigão de Rui Barbosa/Praia de Iracema, às 15h
- Teresina (PI): Praça da Liberdade, avenida Frei Serafim S/N, às 8h
Como parte das atividades alusivas ao 1º de Maio, no Recife (PE), o Sindicato dos Bancários de Pernambuco realizará um ato especial na quinta-feira, 30 de abril, às 15h, no Parque 13 de Maio.
No Rio de Janeiro (RJ), dia 30, o Sindicato dos Bancários de Campos dos Goitacazes realizará uma passeata com banda e faixas nas principais ruas da cidade, finalizando no Pelourinho, centro financeiro local.
Ainda na quinta-feira (30 de abril), a CUT Paraná e demais entidades sindicais realizarão em Curitiba um seminário, às 13h30, no Sintracon (Rua Trajano Reis, 538), com o tema "6x1: Escravidão Moderna". Ainda no mesmo dia, a partir das 18h30, realizarão um festival de shows no Pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Fortalecer a identidade da classe trabalhadora
O 1º de Maio foi instituído como Dia Internacional dos Trabalhadores em memória de milhares de homens e mulheres mortos nas manifestações de 1886, em Chicago (EUA), em confrontos violentos com policiais, porque reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 17 horas para 8 horas diárias.
Atualmente, mais de 80 países celebram a data, incluindo o Brasil que a adotou oficialmente como feriado nacional em 1925.
"O estabelecimento desta data tem o papel de fazer um resgate histórico e de importância educativa fundamental: a de não nos esquecermos de que os direitos não foram dados, foram conquistados com luta e organização coletiva. O 1º de Maio também é importante para nos fazer refletir que, diante dos desafios impostos no cenário atual, precisamos fortalecer nossa consciência de classe que, infelizmente, foi enfraquecida nos últimos anos, colocando em risco avanços trabalhistas históricos e recentes", explica Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e vice-presidente da CUT Nacional.
Diminuição da carga horária e fim da escala 6x1
Segundo pesquisa Datafolha publicada no dia 14 de abril, 71% dos brasileiros defendem o fim da escala 6x1, quando o trabalhador trabalha seis dias consecutivos e descansa somente um dia. O debate sobre mudanças na jornada foi intensificado a partir do final de 2024, com o movimento "Vida Além do Trabalho" (VAT).
Mais recentemente, após a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, representantes da CUT e demais centrais sindicais entregaram ao presidente Lula um documento com dezenas de reivindicações, com destaque para a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, e fim da escala 6x1.
Na mesma semana, o presidente da República havia encaminhado ao Congresso Nacional um projeto de lei para acabar com a escala 6x1 em regime de urgência constitucional, o que limita em 45 dias o prazo máximo de tramitação do texto, tanto na Câmara quanto no Senado, com o acréscimo de 10 dias caso a proposta tenha alguma alteração em uma das casas legislativas.
“O que está em pauta vai mudar as condições de trabalho de toda a classe trabalhadora, principalmente das mulheres, que hoje são as mais sobrecarregadas com a dupla e tripla jornada, porque são as mais responsabilizadas nos cuidados da casa e dos filhos”, destaca Juvandia Moreira.
"Diversos artigos comprovam que, por ser exaustiva, a escala 6x1 prejudica a vida social, a saúde física e mental dos trabalhadores. Temos ainda experiências que mostram que o fim da escala 6x1 não compromete a produtividade, pelo contrário, o descanso melhora a produtividade e pode criar empregos. Portanto, a nossa bandeira pela redução da jornada, sem redução salarial, é uma bandeira boa para o país e com impactos fundamentais à qualidade de vida da população, que terá mais tempo com a família, para o lazer e para os estudos", pontua.
“Unimo-nos a essa grande mobilização e intensificaremos a pressão sobre os parlamentares para garantir que a proposta avance sem retrocessos. O Brasil precisa reduzir a jornada para garantir mais vida além do trabalho. Mas isso só faz sentido se vier acompanhado de direitos preservados, salários garantidos e respeito à dignidade da classe trabalhadora”, acrescentou a secretária geral do Sindicato dos Bancários de Araraquara e região, Andréia C. de Campos.

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