
O Sindicato dos Bancários de Araraquara e região realizou nesta quinta-feira (18) uma mobilização contra as mais de 1.000 demissões promovidas pelo banco Itaú e em defesa do emprego decente. Dirigentes sindicais dialogaram e distribuíram materiais informativos aos funcionários e à população, escancarando a contradição de um banco que, ao mesmo tempo em que fecha agências e impõe sobrecarga de trabalho, atingiu a marca de R$ 22,6 bilhões de lucro somente no primeiro semestre deste ano — resultado obtido às custas de demissões e precarização das condições de trabalho.
Grande parte desses desligamentos ocorreu na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, afetando trabalhadores e trabalhadoras do Centro Tecnológico (CT), CEIC e Faria Lima, muitos deles em regime híbrido ou remoto. O banco tentou justificar os cortes alegando “baixa produtividade” em home office, usando como critério o monitoramento de cliques e ações em seus sistemas — uma prática abusiva e desumana.
Na reunião da última segunda-feira (15), a Comissão de Organização dos Empregados (COE Itaú) cobrou a reversão imediata das dispensas, mas a direção do banco se recusou, alegando “questões éticas” e “quebra de confiança”. Para o movimento sindical, essa justificativa não passa de cinismo de uma instituição que se coloca como moderna, mas trata seus trabalhadores como peças descartáveis.
“Essas demissões são cruéis e inadmissíveis. O Itaú está demitindo em massa enquanto comemora lucros bilionários, deixando claro que a prioridade nunca foram as pessoas, mas apenas o lucro. Nós, do Sindicato dos Bancários de Araraquara e região, repudiamos veementemente essa prática, nos solidarizamos com cada colega atingido e estaremos firmes na luta por empregos, dignidade e respeito”, destacou a secretária-geral da entidade, Andréia C. de Campos.

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