
O Itaú Unibanco registrou lucro líquido gerencial de R$ 46,830 bilhões em 2025, com crescimento de 13,1% em relação a 2024 e de 3,7% na comparação trimestral, segundo análise do Dieese com base nas Demonstrações Financeiras do banco. A rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido médio (ROE) no Brasil atingiu 24,6%, com alta de 1,3 ponto percentual em doze meses.
De acordo com o relatório do banco, o resultado foi impulsionado pelo crescimento da margem financeira com clientes (+12,1%), associado ao aumento do volume de crédito, maior margem de passivos e ganhos com capital próprio. As receitas com serviços e seguros também cresceram 6,3%, com destaque para cartões, administração de recursos e seguros, segmento que avançou 16,6% no período.
A carteira de crédito alcançou R$ 1,491 trilhão, com alta de 6,0% em doze meses e 6,3% no trimestre. No segmento de pessoa física, o crescimento foi de 6,6%, com destaque para crédito imobiliário (+12,8%), cartão de crédito (+8,0%), crédito pessoal (+2,2%) e o consignado privado (“novo consignado CLT”), que avançou 35,9%. Já no segmento de pessoa jurídica, a carteira de Grandes Empresas cresceu 5,2%, enquanto o crédito para micro, pequenas e médias empresas avançou 8,7%.
Mesmo com esse desempenho robusto, o banco seguiu promovendo cortes na estrutura e no quadro de pessoal. Em 2025, a holding Itaú Unibanco encerrou o ano com 82.693 empregados no Brasil, após o fechamento de 3.535 postos de trabalho em doze meses, sendo 916 apenas no último trimestre. No mesmo período, o banco fechou 319 agências físicas, enquanto a base de clientes cresceu em 1,8 milhão, totalizando mais de 100 milhões de clientes ao final de dezembro.
As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 49,0 bilhões, queda de 0,4% em doze meses, enquanto as despesas de pessoal, incluindo a PLR, cresceram 8,4%, totalizando R$ 33,9 bilhões. Ainda assim, essas despesas foram cobertas em 144,3% pelas receitas com serviços e tarifas.
Outro destaque foi o índice de eficiência, que atingiu o menor nível da série histórica: caiu de 44,0% em 2021 para 38,8% em 2025, indicando que o banco gasta cada vez menos para gerar receitas — resultado frequentemente associado à digitalização e à redução de estrutura.
Para a coordenadora da COE Itaú, Maria Izabel Menezes, os números evidenciam uma contradição entre o lucro elevado e a política de cortes adotada pelo banco. “O Itaú apresenta um lucro bilionário, amplia sua carteira de crédito e bate recordes de rentabilidade, mas continua fechando agências e eliminando milhares de postos de trabalho. É uma lógica que prioriza apenas o ganho financeiro, sem considerar o impacto sobre os trabalhadores e a qualidade do atendimento à população”, criticou Maria Izabel.
“Os bancários são fundamentais para esses resultados e merecem valorização, mais contratações e melhores condições de trabalho. Não é aceitável que o banco se torne mais eficiente às custas da sobrecarga dos funcionários e da precarização dos serviços”, finalizou.

Santander confirma pagamento da PLR em 27 de fevereiro após ofício do movimento sindical

Itaú confirma pagamento da segunda parcela da PLR em 27 de fevereiro

Santander lucra R$ 15,6 bilhões em 2025, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho

Em noite de lançamento, Sindicato reúne população de Araraquara em debate histórico sobre Palestina e Guatemala

Lançamento de livro sobre a Palestina livre, no Sindicato, é destaque na imprensa regional

Previ Futuro atinge marca histórica de R$ 40 bilhões em ativos

Governo planeja levar projeto 6x1 em regime de urgência

Nova estrutura de certificações da Anbima entra em vigor em 2026 e exige preparação dos bancários

Cassi homologa chapas para Eleições 2026; Sindicato e Contraf-CUT apoiam as chapas 2 e 55
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias