
A 27ª Conferência Nacional dos Bancários iniciou os trabalhos neste sábado (23) com a aprovação do Regimento Interno e com a apresentação da Consulta Nacional à categoria. “A Consulta é uma ferramenta de diálogo com a categoria, para apurarmos quais as prioridades para a Campanha Nacional. Neste ano não temos negociações da Campanha, mas fizemos a Consulta Anual à Categoria para entendermos o momento que estamos vivendo em nosso país”, explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.
O levantamento de dados da Consulta Campanha Nacional da Categoria Bancária 2025 ocorreu entre 15 de maio e 11 de julho de 2025 e obteve 33.482 respostas em âmbito nacional com trabalhadores de todos os bancos com atuação no país.
Preferência por emprego formal
Os resultados do levantamento revelaram que a categoria se importa com o emprego de qualidade e rechaça a pejotização.
Na pergunta "Pensando no futuro de sua carreira profissional, o que você prefere?", 67,3% escolheram as alternativas “ter um emprego com carteira assinada em um banco privado” ou “ter carteira assinada em um banco público”.
Outros 21% escolheram opção “aprovação em concurso público em outro setor”. Enquanto somente 9,2% desejariam abrir própria empresa ou trabalhar de modo autônomo, como PJ no ramo financeiro.
“Se considerarmos, juntas, as alternativas emprego com carteira assinada o resultado é que 88,3% da categoria preza pela segurança dos direitos trabalhistas”, destacou Juvandia.
Sobre impactos da tecnologia
Na questão sobre qual a melhor maneira de os bancos repartirem seus ganhos provenientes da inovação tecnológica com os trabalhadores, com possibilidade de escolherem até duas alternativas, as respostas foram:
- 79% respondeu "aumento de remuneração fixa"
- 32%, "aumento de remuneração variável"
- 29%, "garantia de emprego"
- 20%, "redução da jornada de trabalho”
- 8%, "oferecimento de cursos de capacitação em TI”
Saúde
Ao serem questionados se o ambiente de trabalho nos bancos traz impactos negativos para a saúde mental da categoria bancária, 85% afirmaram que sim, contra 7% que não. Não souberam responder 8%.
Questões de políticas públicas
A Consulta Nacional 2025 também trouxe perguntas relacionadas às políticas sociais, com impactos econômicos para a vida dos trabalhadores bancários.
Na questão "Pensando na realidade financeira de sua família, quais itens têm maior peso no orçamento doméstico", podendo responder até três opções, o resultado foi:
- 75%: preço dos alimentos no domicílio
- 40%: custos com saúde
- 35%: custo das cotas de consumo
- 34%: custo com moradia
- 28%: preço dos alimentos fora do domicílio
- 24%: custos relacionados à mobilidade
PLR e IR
O importante debate em torno do projeto de lei (PL) de isenção do Imposto de Renda (IR), para quem ganha até R$ 5 mil/mês e descontos para quem ganha até R$ 7mil/mês, também foi colocado em pauta. Para 67% a proposta é "muito importante" e para 23% "importante". Somente 6% consideraram "pouco importante" e 4% "nada importante".
Foi perguntado ainda se concordavam com a cobrança de uma alíquota mínima de 10% de IR para a população de alta renda, medida que também está prevista no projeto de lei citado acima. As respostas foram:
- 75%: concordam
- 14%: discordam
- 11%: não souberam responder
A Consulta Nacional sondou a respeito da ampliação da isenção na PLR. A pergunta, foi formulada da seguinte maneira: Fruto da luta do movimento sindical o IR na PLR tem faixa de isenção que atualmente está em R$ 7.640,80 ao ano. Por outro lado, os dividendos recebidos por acionistas de empresas são isentos. Como forma de aumentar a justiça tributária no país, qual a importância de elevar a isenção do IR na PLR?
As respostas foram:
- "Muito importante" para 81%
- "Importante" para 14%
- "Pouco importante" para 3%
- "Nada importante" para 2%
Desigualdade salarial
Com relação à percepção da desigualdade salarial entre homens e mulheres:
35% indicam que há desigualdade, mas o banco tem adotado ações para melhorar.
17% afirmam que há desigualdade e o banco não tem adotado nenhuma ação.
48% acreditam que não há desigualdade salarial.
“Por isso é tão importante a Lei da Igualdade Salarial entre Homens e Mulheres sancionada pelo presidente Lula. Depois da Lei, o Itaú teve que fazer um reajuste salarial para 3 mil funcionárias para se adequar à lei”, disse a presidenta da Contraf-CUT.

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