
O Sindicato dos Bancários de Araraquara e região participou, nesta terça-feira (17), do Dia Nacional de Luta contra as demissões no Bradesco, somando forças a uma mobilização realizada em todo o país. A atividade teve como eixo central a denúncia do processo de reestruturação promovido pelo banco, que vem sendo conduzido com cortes de postos de trabalho e redução do atendimento presencial.
Com diálogo direto com a população nas agências, além da distribuição de um Infopress, dirigentes sindicais evidenciaram os impactos dessa política, que não atinge apenas os trabalhadores, mas também compromete o acesso da sociedade aos serviços bancários.
Embora o banco apresente sinais de recuperação e resultados positivos, o movimento sindical critica o caminho adotado para sustentar esse crescimento. Para o Sindicato, o avanço tecnológico e as mudanças no setor financeiro não podem servir de justificativa para a eliminação de empregos e a precarização do atendimento.
Para o presidente da entidade, Paulo Roberto Redondo, há alternativas concretas ao modelo atual adotado pelo banco. “O que defendemos é que esse processo pode ser feito de outra forma, com diálogo, valorização dos trabalhadores e sem demissões. Os bancários possuem experiência e conhecimento acumulado que podem ser melhor aproveitados, especialmente diante das transformações do setor. Investir na qualificação e na mobilidade interna é, para a entidade, um caminho mais justo e eficiente do que o desligamento em massa.”
Outro ponto destacado na mobilização é a importância do atendimento presencial. Para o Sindicato, a digitalização dos serviços deve ser uma ferramenta complementar, e não uma substituição forçada, que exclui parte significativa da população.
“A manutenção de agências e de equipes suficientes é essencial para garantir um atendimento digno, acessível e de qualidade, respeitando as diferentes realidades dos clientes”, acrescentou o diretor Marcelo Fabiano Siqueira.
A mobilização desta terça-feira reforça que a luta contra as demissões no Bradesco não é apenas uma pauta da categoria, mas uma defesa do papel social dos bancos. O Sindicato seguirá atuando para cobrar mudanças nesse modelo e garantir que o desenvolvimento do setor financeiro não ocorra à custa de trabalhadores e da população.

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