Representação dos empregados entrega abaixo-assinado solicitando mudanças no Super Caixa
O documento, com assinaturas de mais de oito mil bancários, foi entregue à vice-presidente de Pessoas do banco, Cíntia Lima, na tarde de quinta-feira (22)
Data: 23/01/2026 às 11:02
Fonte: Fenae, com edição de Seeb Araraquara

A representação dos empregados da Caixa entregou, na tarde de quinta-feira (22/01), à vice-presidente de Pessoas do banco, Cíntia Lima Gonçalves Teixeira, o abaixo-assinado que exige mudanças no regramento do Super Caixa, programa de premiação da rede de varejo e atacado do banco, responsável pelo pagamento do desempenho dos empregados.

O documento faz parte da campanha “Vendeu. Recebeu”, lançada pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) em parceria com a Contraf-CUT e as Apcefs, com apoio dos Sindicatos. Ao todo, o abaixo-assinado reuniu 8.744 assinaturas de trabalhadores do banco, que demonstram insatisfação com o novo regramento adotado pela direção da Caixa.

A reunião contou com a participação do presidente da Fenae, Sergio Takemoto; do diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo Quadros; da representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Fabiana Uehara; da diretora executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora da CEE, Eliana Brasil; da diretora da Apcef/SP, Vivian Carla de Sá; e da representante da Apcef do Estado de São Paulo e da Associação dos Gerentes da Caixa de São Paulo, Fernanda dos Anjos.

Segundo Sergio Takemoto, o novo modelo aumentou a dificuldade para que o empregado se habilite ao recebimento das remunerações e reduziu a frequência dos pagamentos, que deixaram de ser trimestrais e passaram a ser semestrais. Por isso, a mudança é considerada extremamente necessária para garantir mais equilíbrio e transparência.

“Fizemos um balanço e constatamos que aproximadamente 23 mil empregados deixariam de receber algum tipo de remuneração com esse novo regramento. Esse modelo tem gerado grande insatisfação entre os empregados que ficam fora do pagamento e até mesmo entre aqueles que se esforçam para vender, mas não recebem”, explicou Takemoto.

Por sua vez, Cíntia Lima Gonçalves Teixeira afirmou: “Vamos buscar um meio-termo que permita identificar possibilidades de aprimorar o modelo, preservando a cultura que a Caixa deseja”.

O modelo de remuneração variável substituiu mecanismos anteriores, como o Bônus Caixa e o TDV (Time de Vendas), alterando a lógica de premiação entre os trabalhadores.

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