
As demonstrações financeiras da Caixa de 2025, publicadas pelo banco público na última semana, confirmaram que o valor da contribuição adicional feita pela empresa, que cobriu o déficit do plano de 2025, foi de R$ 581 milhões. O evento foi reconhecido no balanço como evento que impactou diretamente o lucro da instituição.
A contribuição adicional foi um compromisso assumido pela Caixa na última campanha para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do plano, que, além de manter os percentuais e valores de mensalidades e coparticipação até a renovação do acordo em setembro de 2026, previa que não haveria contribuições extras dos empregados para cobrir o déficit de 2025.
A expectativa de déficit em 2025 já era prevista desde o início daquele ano, quando o banco apresentou o relatório atuarial do plano, que previa um aumento dos custos bastante superior ao das receitas. No relatório, a empresa contratada pela Caixa estimava um aumento de 22,86% na alíquota de mensalidade ou a adoção de cobrança de mensalidades por faixa etária para manter o equilíbrio financeiro do plano em 2025.
Os representantes dos empregados no GT Saúde Caixa foram contra o aumento, argumentando que, como a alteração do estatuto da Caixa estava em discussão, defendiam a retirada do teto para o custeio do plano, o que faria com que fosse desnecessário aplicar qualquer reajuste. Porém, com a manutenção do teto de 6,5% na versão final do estatuto aprovada pela assembleia da Caixa, a ocorrência de déficit no exercício passou a ser praticamente certa.
Diante do quadro, os representantes dos empregados na mesa de negociação e no GT iniciaram uma nova campanha, desta vez pelo reajuste zero nas mensalidades, e para que não houvesse a cobrança de contribuições extras dos empregados para cobrir o déficit de 2025.
“Diante da situação que tínhamos no ano passado, com a manutenção do teto no estatuto de 6,5% para o custeio do Saúde Caixa no estatuto do banco, sabíamos que seria necessário conseguir fazer com que a Caixa fizesse uma contribuição extra para que o déficit do plano não recaísse sobre os empregados, o que conseguimos com a campanha pelo reajuste zero. O valor desta contribuição extra do banco, de R$ 581 milhões, reforça que o caminho para a sustentabilidade passa também pela retirada do teto para o custeio, indica o quão difícil foi o processo de negociação, e mostra que precisamos de muito mais força para renovar o acordo coletivo preservando as premissas do plano da solidariedade e pacto intergeracional”, avalia o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.

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