
Em mais um capítulo das falhas que saltam aos olhos referentes aos programas próprios de bonificação e comissionamento da Caixa, a injustiça agora tem a ver com licença-saúde e outros direitos.
A regra da Caixa para pagamento do bônus prevê que qualquer ausência, inclusive as previstas por lei – ou por Acordo Coletivo – possam ser descontadas do cômputo para pagamento do Bônus Caixa. No final de abril, os empregados começaram a receber comunicados referentes aos valores pagos a maior no programa, ou seja, que a Caixa não deveria ter pago por conta as ausências. O comunicado é assinado apenas como “equipe Super Caixa”. As ausências ora descontadas são permitidas por lei e por negociação coletiva.
“Fica cada vez mais evidente a necessidade de que todo e qualquer programa seja negociado, tenha critérios claros e traga justiça. Receber menos bônus porque ficou doente? Absurdo. Se os representantes dos trabalhadores indicados pelas federações tivessem sido escutados, a própria Caixa seria beneficiada, pois o programa, que custa cerca 340 milhões à empresa, poderia ser visto de forma mais positiva” comentou o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.
“Esse tipo de medida pode acabar funcionando como mais um mecanismo para intimidar o empregado e desencorajar afastamentos, estimulando o presenteísmo. E a situação se torna ainda mais grave quando o banco realiza pagamentos incorretos e depois tenta cobrar os trabalhadores por descontos abusivos. O empregado passa a sentir diretamente no bolso o impacto de adoecer”, completou o presidente do Sindicato dos Bancários de Araraquara e região.

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