
O 1º de Maio marca a luta da classe trabalhadora desde 1886, quando uma greve geral foi deflagrada nos Estados Unidos, com a reivindicação da redução da jornada, de até 17 horas, para oito horas. Dias depois, violentos confrontos entre manifestantes e polícia causaram mortes dos dois lados em Chicago. Sete operários líderes desse movimento, conhecido como Revolta de Haymarket, foram condenados à forca.
Em protestos na data, em 1891, dez manifestantes foram mortos em Paris, fato que consolidou o Dia do Trabalhador internacionalmente. A França aprovou o turno de oito horas e decretou feriado a partir do 1º de Maio de 1919, quando começou a ser seguida por outros países. No Brasil, isso ocorreu em 1925. Os Estados Unidos não reconhecem a data, mas reduziram a jornada para oito horas em 1890.
Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, “no 1º de Maio, os trabalhadores se juntam para expressar sua importância e manifestar sua força em todo o mundo”. Por isso, completou, “nossa mobilização é um compromisso em favor de um mundo melhor, com dignidade, justiça e oportunidades para as pessoas de todas as nações.”
A dirigente também reforça que o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora é uma data de união de todos. “Não interessa se da cidade ou do campo, se do Brasil, de outro país latino-americano ou de qualquer outro continente, estamos todos na mesma luta por melhores condições de trabalho e por mais direitos para a classe trabalhadora”, concluiu.
No Brasil
O movimento dos trabalhadores ganhou força no Brasil no começo do século passado, com os imigrantes europeus, em especial italianos e espanhóis, que vieram trabalhar nas fábricas. Em 1917, aconteceu a primeira grande greve no país.
Getúlio Vargas investiu numa política paternalista, que controlou os sindicatos, mas trouxe garantias. Ele criou o salário-mínimo em 1940 e instituiu a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) no 1º de maio de 1943, que garantiu turno de oito horas, férias, previdência e direitos específicos para a mulher e o menor, entre outros.
Após 1964, a ditadura militar passou a massacrar os movimentos populares: sindicatos sofreram intervenção e sindicalistas foram cassados e presos. O regime, para favorecer o capital, extinguiu a reposição salarial pela inflação e proibiu manifestações de toda forma. Pelegos dominaram os sindicatos e passaram a usar o 1º de Maio para homenagear o governo opressor e o patrão explorador.
Resistência
Em 1977, os metalúrgicos do ABC paulista, sob a liderança de Lula, exigiram 34% de reajuste na campanha salarial e fizeram as primeiras grandes manifestações no Brasil desde o golpe de 1964. O movimento atingiu o ápice em 1980, com uma greve de 41 dias. A ditadura prendeu líderes sindicais, entre eles Lula, e proibiu o 1º de Maio, mas 150 mil trabalhadores se reuniram numa missa e realizam uma das mais belas manifestações da história do Brasil.
Na década de 1980 a classe trabalhadora se fortaleceu. Em 1983, metalúrgicos, bancários, petroleiros, químicos, motoristas e vidreiros, exigiram redução de jornada, 100% para horas extras, seguro-desemprego, estabilidade e o fim da carestia. Nesse clima, foi criada a Central Única dos Trabalhadores, a CUT. A mobilização garantiu aos trabalhadores a conquista desses e outros direitos na Constituição de 1988.
Conheça mais detalhes da história do 1º de Maio no vídeo abaixo

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