
Leila Arruda, ex-candidata nas recentes eleições a prefeita pelo PT em Curralinho, ilha de Marajó, no Pará, foi assassinada pelo ex-marido nesta quinta-feira (19). Mais uma vítima de feminicídio, Leila Arruda tinha 49 anos e foi fundadora do Movimento de Mulheres Empreendedoras da Amazônia (Moema).
“O assassinato de Leila é mais uma prova de que temos de continuar nosso combate à violência contra a mulher. É uma luta de todos, mulheres, homens, de pessoas de todas as faixas sociais. Temos de cobrar justiça para esses crimes. Triste é constatar que o feminicídio de Leila ocorre quase ao mesmo tempo do assassinato de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro morto ao ser espancado por seguranças do supermercado Carrefour, em Porto Alegre. Esses crimes ocorrem no momento em que celebramos o Dia da Consciência Negra (20 de novembro) e o Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher (25 de novembro)”, lembrou a secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeira (Contraf-CUT), Elaine Cutis.
Ameaças à vereadora
Além dos assassinatos de João Freitas, em Porto Alegre, e Leila Arruda, no Pará, também ganhou destaque as ameaças à vereadora eleita Ana Lúcia Martins (PT). Ela é a primeira mulher negra eleita para a Câmara de Vereadores de Joinville, no Norte de Santa Catarina. Desde domingo (15), com o resultado das eleições, Ana Martins vem recebendo ataques em redes sociais e até ameaças de morte. “Com toda essa violência, lamento que ocorram casos como esses no momento em que o chefe maior do país que, infelizmente, ao invés de coibir, reforça essa violência. Esse discurso conservador é uma ameaça a todos”, alerta a secretária da Mulher da Contraf-CUT.
Elaine Cutis também lembra que assim como aconteceu nesta sexta-feira (20) um tuitaço contra a discriminação racial, haverá outro protesto semelhante no dia 25, próxima quarta-feira. O tuitaço será ao meio-dia, com a hashtag #RespeitaAsMinas.

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