
A gestão anterior da Fundação dos Economiários Federais (Funcef) publicou no seu site o balanço anual de 2022 com superávit de R$1,28 bilhão. O número positivo, no entanto, confunde os participantes. Embora alguns planos tenham alcançado a meta atuarial do período, de 10,7%, os planos da Fundação contabilizam déficit consolidado de R$ 6,9 bilhões.
O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, lamentou a divulgação. “A publicação dá margem a interpretações equivocadas”, considerou. “O déficit acumulado está fora do limite de exigência de novos equacionamentos, mas a situação é preocupante. Nossa esperança é que a nova diretoria da Fundação adote uma gestão de transparência e honestidade com os participantes”, salientou.
A rentabilidade do Reg/Replan Não Saldado fechou em 11,47%, atingindo um resultado positivo de R$ 115 milhões. O número parece exitoso, porém, é resultado da alteração no regulamento do plano para implementar a CGPAR 25. Essa mudança causou prejuízos financeiros aos participantes [leia aqui].
À época, em janeiro de 2022, houve abatimento de R$ 1 bilhão no equacionamento. “Este alívio nas contas só foi possível porque a Funcef reduziu os custos do plano, diminuindo o benefício futuro do participante. E os benefícios já concedidos também sofrem impacto em função da mudança do índice de correção”, lembrou o presidente da Fenae [leia]. “Inclusive, é importante destacar que o superávit da Fundação em 2022 se deu, basicamente, em decorrência desta ação”, ressaltou.
Já a rentabilidade do Reg/Replan Saldado foi de 12,08%, diante da meta de 10,70%. Mesmo superando a meta, o plano fechou o ano com um déficit de R$ 162 milhões.
Novo Plano e REB, modalidade Benefício Definido (cotas dos assistidos), alcançaram 12,48% e 12,14%, respectivamente. Nestes planos há déficit de R$ 156 milhões e superávit de R$ 26 milhões, nesta ordem.
Já as cotas dos ativos (modalidade Contribuição Definida) não atingiram a meta – 9,44% para Novo Plano e 9,09% para REB. A rentabilidade abaixo da meta atuarial, no caso desses planos, significa um benefício menor no futuro, já que o saldo acumulado é inferior.
Contencioso – Outra preocupação da Fenae é o contencioso judicial – passivo trabalhista da patrocinadora que recai sobre os participantes. Os valores das ações de perda provável, que é preciso provisionar as perdas no balanço, chegam a R$ 1,616 bilhão. Já os valores em perda possível, quando não tem impacto contábil, mas deve ser declarado no balanço, somam R$ 3,5 bilhões. A reivindicação da Fenae, há anos, é a cobrança da patrocinadora pela Funcef, já que é da Caixa a responsabilidade dos valores bilionários gerados por ela em processos trabalhistas.

Banco do Brasil abonará horas dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo

Representantes dos funcionários do Itaú entregarão pauta de reivindicações ao banco em 2 de julho

Em reunião com a Cassi, conselheiros do Economus cobram atendimento nas CliniCASSI

Negando pedido do Sindicato, Caixa exigirá compensação das horas em jogos do Brasil na Copa

Caravanas da FETEC-CUT/SP 2026 iniciam nesta quarta-feira (24)

Contraf-CUT lança revista inspirada em álbum da Copa e coloca em campo os desafios da categoria bancária

Representantes dos funcionários do Santander entregam minuta de reivindicações ao banco após encontro nacional

CUSC segue sem resposta da Caixa e reforça cobrança por diálogo antes de reunião agendada

28ª Conferência Nacional dos Bancários aprova pauta e define eixos de lutas da Campanha Nacional Unificada
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias