
Os planos de benefícios administrados pela Funcef encerraram os cinco primeiros meses de 2026 com rentabilidade acima das metas atuariais. O desempenho positivo reforça a trajetória de resultados consistente apresentada pela Fundação desde o início do ano.
Nos planos de Contribuição Definida (CD), dos participantes da ativa, o Novo Plano acumulou rentabilidade de 5,34% até maio, enquanto o REB CD registrou 5,43%. A meta para o período foi de 5,36%.
Nos planos de Benefício Definido (BD), o REG/Replan Saldado alcançou rentabilidade de 5,54% no acumulado do ano e o REG/Replan Não Saldado registrou 5,49%, ambos acima das respectivas metas atuariais, de 5,32% e 5,36%, respectivamente.
Já o Novo Plano BD e o REB BD encerraram o período com retornos de 5,62% e 5,52%, respectivamente, também superiores às metas estabelecidas para os planos, de 5,36%.
Segundo a Funcef, o resultado reflete a política de investimentos adotada pela Fundação. Nos planos de Contribuição Definida, a redução da exposição à renda variável e o aumento da participação em títulos públicos contribuíram para preservar os ganhos em um cenário de maior volatilidade dos mercados. Nos planos de Benefício Definido, a estratégia de imunização das carteiras continua proporcionando maior estabilidade aos resultados.
Para o diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo Quadros, os resultados reforçam a importância de acompanhar o desempenho dos planos ao longo do ano, especialmente no caso do REG/Replan Saldado. Caso o desempenho positivo se mantiver até o fim do exercício, existe a possibilidade de uma nova redução das contribuições extraordinárias do equacionamento.
“Esse sempre foi um dos principais objetivos defendidos pela Fenae - reduzir e, futuramente, eliminar essas contribuições sem reduzir os benefícios dos participantes", afirmou.
Leonardo também destaca que o bom desempenho dos planos de contribuição definida foi favorecido por uma importante mudança na regulamentação do setor.
"Os resultados do Novo Plano e do REB também refletem a alteração na legislação que passou a permitir a marcação na curva dos títulos públicos classificados como mantidos até o vencimento. Essa mudança trouxe maior previsibilidade aos resultados e uma valoração mais justa destes ativos”, disse.
Quadros lembra que esta foi uma conquista importante, construída com participação ativa da Anapar nas discussões sobre o tema.

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