
A Contraf-CUT, representando o Sindicato dos Bancários de Araraquara, enviou ofício ao Bradesco (leia na íntegra), na última sexta-feira (10), solicitando o pagamento integral da PLR aos bancários - teto previsto na Convenção Coletiva de Trabalho, considerando 2,2 salários para todos os empregados e R$ 6.343,89 na parcela adicional prevista - desconsiderando o provisionamento (PDD) feito em virtude do caso Lojas Americanas, que derrubou o resultado do banco no quarto trimestre de 2022.
No quarto trimestre do ano passado, o resultado foi de R$ 1,437 bilhão na comparação com o terceiro trimestre, quando banco lucrou R$ 5,211 bilhões. Queda de 72,4%. Apesar de a comparação com o ano anterior ser negativa, os trabalhadores esperam reconhecimento da empresa, pois ainda se trata de um lucro astronômico.
“Queremos negociar com o banco o pagamento do teto da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Nos três trimestres anteriores, o lucro do banco cresceu expressivamente. Isso mostra o compromisso e o empenho dos bancários”, afirmou Magaly Fagundes, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco.
''Durante todo o ano, bancários e bancárias do Bradesco são pressionados a cumprir as metas impostas pelo banco. Com o fechamento de mais agências, as que ficam abertas se sobrecarregam. Esses profissionais têm que dar conta de todos os clientes, seja no atendimento presencial ou virtual. A cada dia o banco fica mais rico explorando os trabalhadores em sua expertise profissional. Ou seja, chegou a hora de o Bradesco valorizar os funcionários e funcionárias. É isso que queremos'', disse Maria de Lourdes Alves da Silva, diretora na FETEC-CUT/SP.
O Sindicato também entende e defende que não é justo que os bancários de departamentos e agências, que tanto se esforçaram e se dedicaram através do seu trabalho, sejam prejudicados por conta do provisionamento da dívida das Lojas Americanas com o banco. Eles construíram um super resultado, que foi “impactado” por essa PDD. O pagamento da PLR é um momento de reconhecimento por tanto esforço ao longo do ano, por isso, o movimento sindical espera que a direção do Bradesco respeite seus funcionários e considere o pedido.
Caso Americanas
De acordo com o balanço de 2022 do Bradesco, “com os recentes eventos envolvendo um cliente Large Corporate específico, ocorridos no início de 2023, a Administração reavaliou os riscos inerentes e, de forma prudencial, provisionou 100% da operação, afetando o lucro do 4T22” .
Apesar de não mencionar o nome do “cliente large corporate”, é muito provável que se trate das Lojas Americanas, que divulgaram ao mercado, em janeiro, a detecção de inconsistências contábeis em demonstrações financeiras de exercícios anteriores estimadas em cerca de R$ 20 bilhões, dos quais o Bradesco seria uma das principais instituições financeiras afetadas.
“É importante enfatizar que a queda do lucro no quarto trimestre não tem relação com o trabalho dos bancários, que é feito com excelência. Este resultado tem relação sim com a irresponsabilidade de megaempresários – os mesmos que cobram ‘responsabilidade fiscal’ e ‘austeridade’ quando um governo prioriza a população mais pobre no orçamento - e também com a política de concessão de crédito pelo próprio Bradesco. Portanto, não é justo que os bancários arquem com uma conta que não é deles”, conclui Erica de Oliveira, representante de São Paulo na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco.

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