
*Por Jorge Lawand
Muitos são os desafios na Saúde Suplementar, dentre esses ocorrem as fraudes e desperdícios que prejudicam beneficiários e comprometem diretamente a sustentabilidade do sistema.
Em estudo realizado recentemente numa parceria do IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar) e a EY (Ernest Young), a estimativa de impacto de fraudes e desperdícios no setor pode representar algo em torno de R$ 30 bilhões.
Fraudes contra planos de saúde ocorrem de diversas formas e, infelizmente, tais práticas às vezes surgem camufladas como “naturais”, iludindo a boa-fé dos beneficiários. Mas fraudes são passíveis de punições com base na lei, regulamentos e estatutos.
Uma mobilização importante no combate às fraudes e desperdícios ganhou força em 2023 e o setor tem se motivado com ações preventivas e combate, como, por exemplo, a campanha Saúde Sem Fraude, gerando um ambiente em torno de uma causa comum com a participação de vários agentes e entidades do segmento de saúde.
A ANS considera legítima a alegação que casos de fraudes podem prejudicar direta ou indiretamente o setor. Por outro lado, alerta-se para a “calibragem” correta de exigências, de forma que não acarrete prejuízo aos que utilizam os serviços de boa-fé, sob pena de inibir o acesso aos direitos de assistência à saúde.
As operadoras têm ajustado estrutura e processos visando atuação para a prevenção e detecção de fraudes, além do que a Auditoria Técnica e o processo de Análise e Processamento de Contas já realizavam. Ao mesmo tempo, a revisão dos processos e profissionais que envolvam as aquisições ou serviços da Indústria, Hospitais e Médicos têm sido aprimoradas, principalmente os de alto custo, com utilização de plataformas e ferramentas para evitar alguma prática inadequada.
A CABESP também está inserida nesse contexto lançando a campanha SAÚDE SIM, FRAUDE NÃO, alertando aos beneficiários para evitar circunstâncias inadequadas e consequentemente a perda do direito de permanecer no Plano de Saúde.
Vale lembrar de algumas dicas importantes para não cairmos na armadilha da fraude:
> Não compartilhe seu login e senha do plano de saúde;
> Não empreste seu cartão do plano de saúde, ele é pessoal e intransferível;
> Não solicite nem aceite fracionamento de recibo, se por exemplo é uma consulta você tem direito a apenas um reembolso;
> Não aceite propostas de reembolso sem que tenha que desembolsar pelo atendimento realizado;
> Confira se as guias dos planos de saúde informam corretamente os procedimentos realizados;
> Informe ao seu médico sobre exames realizados recentemente, evitando repetições desnecessárias;
> Procure preferencialmente a rede credenciada.
O uso adequado do plano de saúde é responsabilidade de todos os beneficiários, que podem ajudar a prevenir as fraudes e evitar desperdícios, zelando pela nossa associação, Cabesp.
Considero que a ética em controles e acordos com prestadores, auditoria, análise e processamentos de contas, nas autorizações – além de processos para assistência à saúde dos beneficiários, nos controles financeiros e registros contábeis -, devem ser o pilar da relação de uma entidade como a Cabesp com seus beneficiários, prestadores, parceiros e funcionários.
Caso tenha alguma dificuldade no relacionamento com a Cabesp sobre autorização, reembolso ou aspectos associativos, e não foi solucionado no FALE CONOSCO, oriento para que procedam o registro na OUVIDORIA.
Como diretores eleitos, estamos sempre atuando para a gestão da entidade e garantia de direitos dos beneficiários, além de estarmos à disposição para apoiar nossa comunidade.
*Jorge Lawand é Diretor Financeiro Eleito na Cabesp

Itaú lucra R$ 12,2 bilhões no 1º trimestre, enquanto segue fechando postos de trabalho e agências

Audiência no Senado vai debater escala 6x1 como forma de violência estrutural contra as mulheres

42º Congresso Estadual dos Empregados da Caixa será dia 16 de maio

Prazo para votar nas eleições do Economus termina dia 7 de maio; participe!

Engajamento e mobilização para a Consulta Nacional é fundamental para sucesso da Campanha Nacional da categoria

ContrafCast: Confira entrevista com Meilliane Vilar, advogada da CUT na defesa da lei de igualdade salarial no STF

1º de Maio: Sindicato dos Bancários de Araraquara reafirma nas ruas a luta por direitos, dignidade e valorização da classe trabalhadora

Oxfam: trabalhador levaria 490 anos para igualar salário de CEO bilionário

Em mesa, CEE denuncia desvalorização dos empregados e cobra respostas da Caixa
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias