
O Brasil soma 273.124 mortos em decorrência da Covid-19. Média móvel nos últimos sete dias de 1.705 óbitos, um recorde desde o início da pandemia. Maior número de casos em todo o mundo nas últimas duas semanas, com 858 mil contaminações confirmadas, 15% de todos os novos casos no planeta. Praticamente sem vagas de UTI nas redes públicas e privadas. São Paulo entrando na fase emergencial, com novas restrições de circulação.
Em meio a este cenário trágico, no pior momento da pandemia, sendo o Brasil o seu epicentro, ainda assim a direção da Caixa insiste em manter a cobrança de metas para os seus empregados. O Sindicato cobra que as metas, assim como aconteceu no início da pandemia, sejam imediatamente suspensas.
Os empregados estão absurdamente sobrecarregados, em menor número, extremamente desgastados física e psicologicamente. A missão da Caixa, em meio a uma pandemia, deve ser exercer a sua função social, o pagamento dos benefícios sociais como, por exemplo, o auxílio-emergencial, que será retomado em breve. Para isso, é necessária a imediata suspensão das metas. Não existe nem mesmo um clima favorável para negócios neste cenário.
O Sindicato, junto às demais entidades representativas dos empregados da Caixa, congregadas na CEE/Caixa, irá se reunir com a direção do banco no próximo dia 16 para debater o horário de funcionamento das agências, medidas de proteção em relação ao coronavírus e a suspensão das metas.
Não se pode permitir que essa forma de gestão desumana, tão negacionista quanto o governo ao qual é subordinada, siga tratando os empregados desta maneira, negando a gravidade da pandemia, que já vitimou mais empregados em 2021 do que em todo ano de 2020. Ou o banco, assim como fez o presidente Jair Bolsonaro, vai lavar as mãos e dizer que não é coveiro? Em 2020, o vice-presidente de Rede da Caixa, Paulo Ângelo, chegou a chamar os empregados de heróis de crachá. Em qual estória um herói é assediado para vender cartão de crédito em meio a uma pandemia?
Recentemente, o movimento sindical teve acesso a uma mensagem de WhatsApp, na qual um gestor da Caixa diz aos subordinados que a melhor forma de homenagear um colega vitimado pela Covid-19 é seguir produzindo, vendendo. É a completa banalização da vida. E essa atitude não diz respeito a este gestor específico. É um sintoma da forma como a pandemia está sendo encarada tanto pelo banco quanto pelo governo federal. É inadmissível.
O Sindicato cobra a imediata suspensão das metas. O lucro não pode estar acima da vida.

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