
A Caixa Econômica Federal informou à Contraf-CUT, na quarta-feira (23), que vai acatar a reivindicação da representação sindical das empregadas e empregados e vai suspender o prazo de início da implementação das mudanças no programa Transformação, Engajamento, Inovação e Aprendizado (Teia), criado para conduzir a Caixa à transformação digital.
“A suspensão é importante para que o banco explique a vinculação do programa com a renovação tecnológica e de processos de trabalho”, disse o diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Rafael de Castro, ao informar que será criado um grupo de trabalho para definir a remodelação do programa e a comunicação do programa. “É importante que a representação dos trabalhadores faça parte deste grupo de trabalho”, ressaltou.
Os vice-presidentes de Varejo e de Pessoas da Caixa, Adriano Assis Matias e Francisco Egidio Pelúcio Martins, respectivamente, também assumiram que não haverá retaliações com quem optar por voltar para as unidades de origem.
“Também é importante que os gestores tenham assumido esse compromisso, mas eles podem amanhã, ou depois, não estarem mais no banco. É preciso que a Caixa assuma de forma clara essa decisão”, cobrou o coordenador da CEE. “Já obtivemos avanços nesta negociação, mas ainda esperamos que o banco se comprometa que ninguém será prejudicado”, completou.
“O diálogo mostra a maturidade de ambas as partes. E quem sai ganhando com isso é o banco e especialmente os seus empregados”, avaliou a representante eleita pelos trabalhadores para o Conselho de Administração da Caixa.
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