
O Comando Nacional d@s Bancári@s se reuniu na quinta-feira (12) e aprovou o engajamento da categoria no Dia Nacional de Mobilização e Paralisação contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, a chamada Reforma Administrativa, que acontecerá na quarta-feira, dia 18. As três esferas do funcionalismo público (federal, estadual e municipal) preparam uma paralisação. Também haverá mobilizações nas redes sociais, assembleias, panfletagens e protestos no Brasil inteiro.
“Essa PEC 32 acaba com a estabilidade do servidor público e também dos trabalhadores das empresas públicas, incluídos os bancos. Mas tem sérios impactos na vida de toda a população. Imagina o prefeito de uma cidade demitir os servidores. Estariam à mercê da administração do momento. Isso afeta serviços públicos como os de Saúde e Educação e reduz ainda mais o papel do estado, principalmente no atendimento da população mais pobre”, alertou a coordenadora do Comando Nacional d@s Bancári@s e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira.
A participação no Dia Nacional de Luta já tinha sido aprovada nos encontros nacionais dos Bancos Públicos realizados no final de semana, da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco da Amazônia (Basa), Banco do Nordeste (BNB) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na reunião do Comando ficou tirado que federações e sindicatos da categoria vão realizações mobilizações em suas bases, com panfletagens na porta das agências, uso de carros de som, mobilização nas redes sociais e participação nos atos unitários convocados pelas centrais sindicatos e movimentos populares em todo o país.
Retorno ao trabalho
Outro ponto discutido na reunião do Comando foi a negociação marcada para sexta-feira (13) com a Fenaban sobre o retorno ao trabalho da categoria, parcialmente colocada em regime de teletrabalho por causa da pandemia. “Em vários lugares do país, os bancos já estão chamando de volta para o trabalho presencial quem estava em teletrabalho. Mas a pandemia não acabou. É um risco fazer um retorno massivo agora. Tem estados com índices baixos de vacinação, além de uma quantidade grande de bancários jovens que ainda não tomou a primeira dose. É preciso esperar mais um pouco para fazermos uma avaliação sobre um retorno seguro ao trabalho presencial”, disse a coordenadora do Comando.

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