
O Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban (federação dos bancos) voltarão a se reunir para discutir medidas de proteção da categoria, diante do aumento da pandemia de coronavírus no país. A negociação será na terça-feira, 2 de fevereiro, e será realizada de forma virtual.
Umas das reivindicações do movimento sindical será a ampliação do home office, que está deixando de ser adotado por alguns bancos. “O número de casos no Brasil voltou a aumentar e já é maior do que nos piores momentos da pandemia. Além disso, estamos vendo diversos países avançarem na vacinação, enquanto ainda não chegamos perto de vacinar nem sequer os que fazem parte dos grupos prioritários, devido à incompetência e ao descaso criminosos do governo federal. Por isso, vamos cobrar dos bancos que intensifiquem as medidas protetivas. A ampliação do home office é fundamental para proteger a vida de bancários e suas famílias”, destaca Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
Ela acrescenta que o Comando cobrará também o reforço de outras medidas protetivas, como uso de equipamentos de segurança (máscaras, álcool em gel etc.) e a adoção do protocolo de segurança, como fechamento de agências onde há casos suspeitos ou confirmados, com testagem e afastamento dos trabalhadores.
Dados alarmantes
Segundo dados do consórcio de veículos da imprensa, o Brasil completou, na segunda-feira passada (25), cinco dias com médias de mortes por Covid acima de mil. A média de mortes em sete dias foi de 1.055, a maior desde 4 de agosto, quando a pandemia estava no início. Desde o registro do primeiro caso, em março, já se contabilizam 217.712 óbitos.
O número de casos no estado de São Paulo também aumentou. De acordo com a secretaria de Saúde do estado, até a última terça-feira (26), já se havia alcançado, em janeiro, o dobro de novos casos e mortes de novembro; e houve crescimento de 15% nas infecções e 11% nas mortes em relação a dezembro. Em janeiro já se chegou a 252.956 novos casos e 5.121 óbitos; enquanto que em novembro foram 125.526 casos e 2.784 mortes. Em dezembro foram 220.664 e 4.622, respectivamente. Desde o início da pandemia, o estado registrou 52,5 mil mortes por Covid-19.
No dia 25, o país chegou a 685.201 pessoas vacinadas. Número que não chega nem perto de alcançar o total de pessoas que devem tomar a vacina nessa primeira fase (trabalhadores da Saúde; idosos acima de 75 anos que vivem em asilos; população indígena; povos e comunidades tradicionais), estimado em 14 milhões.
O Sindicato defende que a vacina seja gratuita, para todos os brasileiros e aplicada pelo SUS.

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