
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), representando o Sindicato, enviou na última sexta-feira (27), ofício ao presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, solicitando explicações sobre a onda de reestruturação e desocupação de prédios e salas do banco público, além de esclarecimentos quanto aos empregados atingidos, bem como que haja negociação com as entidades sindicais representativas para a melhor solução e acolhimento das empregadas e dos empregados envolvidos nesta decisão.
Assinado pela presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, e pela coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, o documento ainda ressalta os protestos e discordância da entidade nacional dos bancários quanto a não renovação de aluguéis de imóveis onde se encontram inúmeras unidades da Caixa, com o deslocamento dos empregados cujas lotações físicas se dão nos respectivos prédios e salas, sem o devido aviso prévio.
“É lamentável ver a direção da Caixa fazendo mudanças de forma brusca, sem aviso prévio e nem diálogo com os empregados nem com seus representantes sindicais. A insegurança está instalada nos locais de trabalho, visto que os funcionários são pegos de surpresa, sem saber como ficam as alterações na vida funcional e em suas remunerações. Por isso, solicitamos esclarecimentos e discussão sobre um possível processo de reestruturação em curso”, afirmou Juvandia.
No documento, a Contraf-CUT ressalta que a forma abrupta como a Caixa comunicou os deslocamentos ocasionou pânico e insegurança nos empregados atingidos, que temem alterações significativas na vida funcional e em suas remunerações. As entidades sindicais receberam denúncia quanto a não renovação do contrato de locação de 170 imóveis e a venda de alguns próprios.
“O que nos deixa estarrecidos é que o banco não fez planejamento, discussão, nada. Isso prejudicará as condições de trabalho dos empregados e ampliará a aglomeração nas agências, no momento de aumento da Covid-19, visto que os locais de trabalho estão sendo extinguidos”, ressaltou Fabiana. “Tais medidas são realizadas pela vice-presidência de logística da Caixa, que quer mostrar serviço, visto que comandará futuramente o banco digital. Temos que intensificar nossos protestos e mostrar nossa indignação. Não deixaremos a direção da Caixa em paz”, finalizou Fabiana.

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