
A CUT dá início, nesta quinta-feira (11), às comemorações de seus 40 anos de fundação, ocorrida em 28 de agosto de 1983. Às 18 horas o lançamento da marca comemorativa, criada para o período de celebrações, será feito em uma live, transmitida pelas páginas da entidade no Facebook e no YouTube.
A apresentação será feita pelo presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, com participação de dirigentes e ex-presidentes da Central, entre eles o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Nobre destaca que o aniversário emblemático ocorre no mesmo ano do 14º Congresso Nacional da CUT, o que, torna ainda mais relevante a celebração das quatro décadas da Central.
“A classe trabalhadora conquistou a sua maior vitória recentemente, o que nos dá ainda mais motivos para celebrar os 40 anos da CUT, porém os desafios ainda são enormes para recuperar tudo que nos foi tirado desde 2016 e para avançar e conquistar ainda mais direitos”, afirmou o dirigente.
Lutas e vitórias
A criação da CUT – primeira central após o golpe de 1964 e também a primeira no país a ser lançada pela base – desafiou a legislação sindical da década de 1980, que proibia a organização dos trabalhadores de diferentes categorias em uma só entidade.
Em 28 de agosto de 1983, 5.059 trabalhadores e trabalhadoras vindos de todas as regiões do país começaram essa história. Eles representavam 912 entidades – 335 urbanas, 310 rurais, 134 associações pré-sindicais e 99 associações de funcionários públicos, além de cinco federações, oito entidades nacionais e confederações. O encontro ocorreu no galpão daquele que havia sido o maior estúdio cinematográfico brasileiro, o Vera Cruz.
O Brasil enfrentava grave crise econômica, com inflação de 150% e devia mais de US$ 100 bilhões. Na época, o Brasil se rendeu ao Fundo Monetário Internacional (FMI), rifando, assim, a sua soberania. No governo Lula, foi o mesmo FMI que tomou dinheiro emprestado do país.
Um mês antes da fundação da CUT, houve greve geral no país, em profunda recessão. Apenas nos dois primeiros meses de 1983, a indústria paulista havia demitido 47 mil trabalhadores, quase o total do ano anterior. O brasileiro vivia sob repressão política e desemprego, com salários corroídos. Agora, 40 anos depois, o país retrocedeu, e enfrenta realidade similar.
Naquela época, esse cenário levou o congresso de fundação da CUT a aprovar lutas pelo fim da Lei de Segurança Nacional e da ditadura militar, o combate à política econômica do governo do general João Batista Figueiredo, contra o desemprego, pela reforma agrária sob controle dos trabalhadores, reajustes trimestrais dos salários e liberdade e autonomia sindical.
Para o primeiro ano da CUT, foi eleita uma coordenação liderada por Jair Meneguelli, então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema (hoje Metalúrgicos do ABC), que estava sob intervenção. Em 1984, a central elegeu a primeira direção completa, e seu primeiro presidente também foi Meneguelli.
Começaria, então, a história de uma central que hoje está presente em todos os ramos de atividade econômica do país, com 3.960 entidades filiadas, 7,9 milhões de associados e associadas e 25,8 milhões de trabalhadores e trabalhadoras na base.
> Leia a reportagem completa no site da CUT.

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