
O embaixador pelos Direitos LGBTQIA+ da Organização das Nações Unidas (ONU), Jean-Marc Berthon, estará na CUT, nesta terça-feira (16), para uma reunião no Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), do qual a CUT faz parte, para receber um panorama da luta pela causa dessa população no Brasil.
De acordo com a presidente do CNDH, Marina Dermmam, uma das principais missões do embaixador é promover diálogos internacionais sobre a luta por direitos da comunidade LGBTQIA+. Em âmbito nacional, o CNDH é o órgão que responsável por promover ações sobre os direitos humanos da população LGBTQIA+.
“O CNDH, além de reunir e articular a sociedade civil no Brasil para tratar do tema, também mantém diálogos e articulações com entes de outros países, na busca por melhores caminhos e soluções para promover os direitos da população LGBTQIA+”, diz a presidenta do Conselho.
Ela afirma, ainda, que o encontro será realizado na CUT, pois a conduta do órgão é de ouvir as entidades participantes do CNDH. “Quando há agendas dessa magnitude, temos de abrir para as entidades participarem, porque o CNDH sabe da importância de ouvir os parceiros”.
Sobre a CUT, ela ressalta que a Central foi e é parceira importante na construção do Conselho. “Está na mesa diretora, com a companheira Virginia Berriel e com outros conselheiros que são cutistas. Sabemos também da atuação da CUT na luta pelos direitos das pessoas LGBQTIA+”. No encontro, a Central será representada pelo secretário nacional de Economia Solidária, Admirson Medeiros, o Greg, que também integra o CNDH.
No 14º Congresso Nacional da CUT, realizado em São Paulo, em outubro do ano passado, a Central criou uma secretaria específica para a população LGBQTIA+, a fim de reforçar a representação e a luta por essa comunidade.
O encontro
Entre os temas a serem abordados no encontro, que será realizado às 16h30, com transmissão on-line, estão a realidade de trabalhadores e trabalhadoras LGBTQIA+ no mercado de trabalho, a violência contra essa população e o apontamento de soluções como políticas públicas específicas.
O combate à violência terá destaque, já que o Brasil é o país onde mais se mata pessoa trans. De acordo com o “Dossiê Assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras“, da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antraz), mulheres trans e travestis têm até 38 vezes mais chances de serem assassinadas em relação às demais. No ano passado foram 130 assassinatos.
No entanto, o problema não é exclusivo do Brasil, já que as forças conservadoras e extremistas também têm chegado ao poder em outros países. No Brasil, isso ocorreu em 2018, com a eleição de Jair Bolsonaro. “Por isso, a troca de experiências internacionais é importante”, pontua Marina Dermmam.
“Por conta de Bolsonaro, políticas públicas voltadas a essa população foram destruídas em diversas áreas como saúde, educação e cultura, e o próprio Conselho Nacional LGBTQIA+ foi extinto durante seu governo. E, por conta de tudo isso, tivemos o aumento da violência e das diversas violações de direitos dessa população, em especial das mais vulneráveis, ou seja, LGBQTIA+ pretas e pretos, pobres e pessoas trans”, complementa a presidenta do CNDH.

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