
A denúncia, feita pelo movimento sindical bancário contra o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, de uso de recursos do banco para promoção pessoal e finalidade política, foi encaminhada ao Ministério Público Eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral pelos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU).
Ao analisarem o processo, no dia 6 de outubro (Acórdão 2391/2021-PL), os ministros do TCU decidiram não aceitar (não conhecer) a denúncia, sob o fundamento de que não houve comprovação dos indícios de utilização de recursos da Caixa na realização de eventos, que configurariam campanha eleitoral antecipada do presidente da Caixa e do próprio presidente da República. Mas, declararam haver evidencias de possível realização de campanha eleitoral antecipada, fora do período permitido pela legislação vigente. Por esse motivo, decidiram encaminhar cópia da deliberação para conhecimento do Tribunal Superior Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral.
“Os ministros reconheceram que há evidências de uso pessoal da Caixa para campanha eleitoral antecipada. Agora cabe ao Ministério Público Eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral darem prosseguimento ao processo”, observou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
“Vamos continuar acompanhando o caso com atenção, pois há evidências de que houve o uso de recursos públicos para finalidades pessoais e eleitorais. Neste caso, é preciso que haja punição dos culpados para evitarmos que a Caixa tenha sua imagem maculada. Isso atinge a instituição, seus empregados e toda a sociedade”, completou Fabiana.

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