
Em eleição ocorrida neste domingo, 25 de outubro, o povo brasileiro reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente do Brasil. Lula chegou a sua quarta vitória em eleições presidenciais (2002, 2006, 2022 e 2026).
Lula conquistou 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). O presidente, agora reeleito, teve 4,4 milhões de votos de vantagem no segundo turno.
“O povo brasileiro deu mais uma demonstração de que o nosso país é uma das maiores democracias do mundo. De forma soberana, optou por um projeto que respeita e reconhece a importância da organização dos trabalhadores, da negociação coletiva, da legislação trabalhista e da Justiça do Trabalho; do combate à desigualdade; da educação e saúde públicas; dos bancos públicos; da liberdade religiosa; da luta contra o racismo, misoginia, homofobia e toda forma de discriminação; e, sobretudo, um projeto que tem como pilares fundamentais a democracia e a soberania nacional”, diz a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro.
“A luta em defesa dos direitos dos bancários e financiários, por novas conquistas, melhores condições de trabalho e valorização segue firme e ocorre todos os dias. A eleição de 2026 mostrou o quanto é importante a participação política para além do voto, a luta coletiva. Convido cada bancário e bancária, cada financiário e financiária, a conhecer o Sindicato, a participar das mobilizações, dos eventos culturais e esportivos, e a fazer a sua sindicalização. Quando os trabalhadores se unem, coisas incríveis acontecem. Viva a democracia brasileira! Viva os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil!”, conclui Neiva.
Big techs
Nas eleições de 2026, o tema sobre o poder de interferência e censura das big techs, sobretudo a Meta, no debate eleitoral e na opinião pública ficou em evidência.
Um exemplo desta ingerência foi o banimento do WhatsApp do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, sem qualquer justificativa, pela Meta, decisão que foi revertida pela vitória da entidade na Justiça em liminar concedida em 23 de outubro.
Leia Nota Ofical da CUT
A esperança venceu com a energia das ruas para construir o futuro
A vitória do presidente Lula é da esperança e da democracia. É a afirmação de que o Brasil acredita que pode continuar mudando e construindo um futuro de desenvolvimento, justiça social, soberania e vida melhor para todos.
O segundo turno produziu uma extraordinária mobilização democrática e popular. Em todo o país, multiplicaram-se atos, caminhadas e encontros. Milhões de pessoas ocuparam as ruas, de diferentes idades, origens e trajetórias, unidas pela vontade de participar da construção do futuro do Brasil.
Havia algo especialmente poderoso nessa mobilização: alegria. Uma alegria que expressava esperança de que é possível mudar, de que a política pode mobilizar sonhos e de que a ação coletiva pode transformar a realidade.
Foi também uma mobilização construída pela unidade. Centrais sindicais, movimentos sociais e populares, partidos políticos e diferentes organizações da sociedade civil somaram suas forças. E uma nova geração chegou às ruas, com a presença e a energia da juventude renovando a participação política. Na diversidade, construímos unidade em torno da democracia, da justiça social, da soberania e do combate às desigualdades.
Essa energia não pode se encerrar nas urnas. Ela é uma das grandes forças que esta eleição entrega ao próximo período e precisa se transformar em participação permanente, organização social e capacidade de formular respostas novas para os novos desafios.
Durante décadas, Lula ajudou a demonstrar que sonhos coletivos podem se transformar em realidade: sonhos em organização, organização em luta, luta em políticas públicas, políticas públicas em direitos e direitos em transformação concreta da vida de milhões de brasileiros.
Agora começa uma nova etapa.
O novo governo terá a responsabilidade de transformar a esperança renovada em novas realizações: fazer o Brasil crescer, produzir e inovar distribuindo os ganhos do desenvolvimento; criar empregos de qualidade e elevar os salários; reduzir a jornada e ampliar o tempo para viver; combater as desigualdades; abrir oportunidades para a juventude; e enfrentar as transformações climáticas e tecnológicas colocando a vida e o trabalho no centro do desenvolvimento.
Nenhum governo realizará sozinho essas transformações. A força que vimos nas ruas precisa continuar presente na sociedade e ocupar espaço no governo. Precisamos transformar mobilização em organização, esperança em participação, diversidade em unidade e energia política em capacidade permanente de proposição e transformação.
Os sonhos que Lula ajudou a plantar pertencem agora a milhões de brasileiros e brasileiras. A eleição terminou. Mas a extraordinária mobilização do segundo turno pode estar inaugurando um novo ciclo de participação, organização e esperança.
Cabe a nós transformar essa energia em força para construir o futuro.
Muito obrigado Presidente Lula. Mais uma vez, a esperança venceu. Agora é hora de fazê-la avançar para continuar transformando nosso país!
São Paulo, 25 de outubro de 2026.
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antônio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora
José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor
Luiz de Souza Arraes, Fórum Sindical de Trabalhadores

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