
As entidades sindicais representativas dos empregados da Caixa estão pautando os problemas enfrentados pelos Gerentes Executivos de Varejo (GEVs). A função, criada da reestruturação da Rede de Varejo em 2020, carrega inúmeros problemas desde seu surgimento, que sempre foram ignorados pela direção do banco e têm causado diversos transtornos aos colegas ocupantes do cargo.
Atualmente, não há uma definição clara das atribuições da função, falta estrutura para desempenhar as atividades, as responsabilidades do cargo não são compatíveis com a remuneração e há problemas com relação ao encarreiramento.
Como são lotados na SEV, os GEVs são preteridos quando disputam vagas de Gerente de Carteira nas agências, sua oportunidade de concorrer a vagas em áreas fora da Vired também é reduzida. Por isso, o movimento sindical está organizando as demandas dos segmentos, para que seja possível cobrar, de forma organizada, a direção da empresa. Deve-se realizar, em breve, reunião com os GEVs, para avançar no tema.
“A situação dos GEVs é um exemplo de que o modelo da Rede de Varejo implementado em 2020 precisa ser revisto, pois causa problemas aos empregados e sequer atende minimamente às necessidades da empresa. Ao contrário, as condições precárias às quais os empregados são submetidos pela direção do banco, com acúmulos e desvios de função, apenas aumenta o passivo trabalhista da instituição. A Caixa precisa rever o modelo imediatamente, dando voz aos empregados para buscar soluções para os problemas que ela própria criou no passado”, disse o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros.

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