
Falta uma semana. Dinheiro esquecido nos bancos pode ser consultado a partir de segunda-feira (14). É o que o Banco Central prometeu. De acordo com o BC, o Sistema Valores a Receber (SVR), ferramental na qual o correntista poderá consultar se tem dinheiro a receber será retomado na semana que vem.
Apagão tirou site do ar
Com desemprego e inflação em alta os brasileiros têm buscado todo dinheiro que estiver disponível. E a partir do momento que foi divulgada a informação, no dia 24 de janeiro, de que há R$ 8 bilhões esquecidos em contas bancárias que podem ser sacados, houve uma corrida ao site do Banco Central, que diante de tantos acessos e por que o governo não se preparou para isso, acabou saindo do ar.
Valores esquecidos nos bancos
Com a normalização do sistema, os valores que estão esquecidos em contas-correntes, poupanças encerradas com saldo positivo, cobranças indevidas por parte dos bancos, recursos não resgatados, entre outros, poderão ser sacados.
O Banco Central disponibiliza a consulta para contas esquecidas a partir de 2001. O saldo que estava em contas de bancos que faliram não poderá ser consultado por que o BC não supervisiona essas instituições após a falência.
Como os bancos vão devolver?
Os bancos têm até 12 dias para devolver os valores, a partir da data do pedido do cliente, via PIX. Se a instituição financeira não aderiu ao pagamento por este modelo deve transferir via DOC ou TED, no mesmo prazo.
Alguns bancos oferecem o pagamento diretamente em seus sites e aplicativos, que é dirigido ao site do BC. Outros que não aderiram ao acordo de pagamento com o Banco Central podem oferecer a opção "Solicitar via instituição", em que o cliente deve solicitar o pagamento diretamente ao banco.
Posso pedir a devolução do dinheiro em nome de outra pessoa?
Para receber valores em nome de outra pessoa é preciso acessar o Fale Conosco do BC e informar a documentação comprovando que você tem procuração para representar essa pessoa. Caso seja comprovado que há valores disponíveis, o banco enviará um relatório informando o procedimento para recebê-los.
Como fazer a consulta?
A consulta pode ser feita na página "Minha Vida Financeira", no site do BC, apenas usando o CPF ou CNPJ no caso de pessoa jurídica. Segundo o BC, as informações disponibilizadas no novo serviço são de responsabilidade das próprias instituições financeiras
Para saber se você tem dinheiro em conta antes desta data faça uma pesquisa neste link, a partir do dia 14/02.
Passo a passo como resgatar
Para resgatar os valores, é necessário logar no sistema Registrato, do Banco Central, ou na conta no portal gov.br:
Para resgatar os valores via Registrato, sem a necessidade de logar na plataforma do governo, acesse a página de cadastro do serviço. É possível se cadastrar via aplicativo, internet banking ou baixando um certificado digital de segurança. A etapa é necessária para transferir os valores resgatados para a conta do titular do CPF.
(Passo a Passo - fonte: Folha de São Paulo)
Cuidado com golpes
O Banco Central informou que apenas pela ferramenta Registrato as pessoas poderão pedir a devolução do dinheiro esquecido, após começar a circular uma mensagem falsa pelo WhatsApp prometendo liberar o saque instantaneamente.
A mensagem falsa diz: “Consulte agora se você tem algum valor a receber! Saque instantâneo via PIX, mais de 7 milhões de brasileiros já consultaram e sacaram. Consulte agora.” Em seguida oferece um link que menciona a palavra “registrato” e termina com “E/?/Consultar”. Por meio de um link, o informe assegura que mais de 7 milhões já consultaram e sacaram saldos a receber.
Em nota, a instituição alertou que “o BC não entra em contato com os cidadãos. (…) A solicitação de resgate no SVR será feita por meio de usuário e senha e os recursos serão transferidos diretamente das instituições financeiras para os cidadãos, que não devem fazer qualquer depósito prévio a qualquer pessoa ou instituição.”
Devolução será feita em duas fases
Os bancos devem devolver aos correntistas cerca de R$ 3,9 bilhões, numa primeira fase do serviço que envolve saldo disponível em contas já fechadas, tarifas e parcelas de cobradas indevidamente (previstas em termo de compromisso com o BC), cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito e recursos não procurados relativos a grupos de consórcio encerrados.
O restante, R$ 4,1 bilhões, deve ser restituído numa segunda fase ao longo do ano. Estarão disponíveis valores decorrentes de tarifas e parcelas cobradas indevidamente (essas previstas ou não em termo de compromisso com o BC), contas em instituições de pagamento ou corretoras de investimento encerradas com saldo disponível e outras situações que impliquem em valores a devolver.
Antes da ferramenta do site do BC sair do ar, no mesmo dia que foi lançada, cerca de 79 mil pessoas já haviam resgatado mais de R$ 900 milhões, segundo a instituição.

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