
O fim da violência contra a mulher será a bandeira principal das manifestações programadas para o 8 de março – Dia Internacional da Mulher – deste ano. Pauta prioritária dos movimentos feministas, que envolve tanto a questão de gênero como a de violência doméstica, foi escolhida para evento, que volta a ser realizado presencialmente nas ruas de várias cidades, depois de dois anos de pandemia.
Em Araraquara, o Sindicato dos Bancários percorrerá as agências do município para dialogar com as trabalhadoras e trabalhadores sobre pautas importantes e bandeiras empunhadas pela entidade não só neste mês, mas em todo o ano, como a luta pela igualdade de oportunidades, pelo fim da violência de gênero, além das conquistas obtidas pela mobilização das mulheres da categoria. A entidade também entregará para as trabalhadoras sindicalizadas um kit-presente.
Pesquisa de opinião realizada pelo Instituto DataSenado, em parceria com Observatório da Violência Contra a Mulher, no final de 2021, mostrou que 86% das mulheres brasileiras perceberam um aumento da violência contra elas. O número de casos é 4% maior que em 2020. Ainda de acordo com a pesquisa, que ouviu três mil pessoas, entre 14 de outubro e 5 de novembro, cerca de 68% das pessoas entrevistadas conhecem alguma vítima e 27% declararam já ter sofrido este tipo de violência.
Elaine Cutis, secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), afirma que a pesquisa é uma entre as muitas realizadas desde o início da pandemia, que comprovam o aumento da violência como efeito do isolamento social e da crise sanitária. “É histórico, sempre a mulher é a primeira e a que mais sofre. Seja em crises econômicas, sociais ou sanitárias, as mulheres são vítimas de violência de gênero e de violência doméstica”.
Elaine lembra que, antes mesmo do surgimento do coronavírus, as mulheres já vinham sofrendo com muito retrocesso. “Começou lá trás, com o golpe da presidenta Dilma, depois com a reforma trabalhista, e intensificou-se terrivelmente com este governo. Um governo sem compromisso com as mulheres, que fez cortes nas políticas para as mulheres e, ainda por cima, mostra claramente nos seus discursos o quanto é machista e misógino”, lamenta. “É por isso que as mulheres estarão tão fortemente nas ruas no 8 de março, porque este governo representa toda a miséria, carestia e retrocessos sociais que impactaram a classe trabalhadora nos últimos anos, e mais fortemente as mulheres”.
Podcast: Movimentos de mulheres se preparam para tomar as ruas no dia 8 de março
Assista ao ContrafCast desta semana, no qual a secretária de Mulheres da Contraf-CUT, Elaine Cutis, fala sobre a mobilização das mulheres para o 8 de março, que este ano volta a ser nas ruas. A Contraf-CUT participará das manifestações que têm como lema “Pela vida das mulheres, Bolsonaro nunca mais! Por um Brasil sem machismo, racismo e fome!”

Põe Mais Dinheiro Caixa! Afinal, o que é o teto?

COE Itaú entrega pauta de reivindicações ao banco no dia 1º de julho

Caixa volta atrás, atende Sindicato e decide abonar horas dos jogos do Brasil na Copa

CUSC cobra mais transparência e melhorias no atendimento durante reunião com gestores do Saúde Caixa

Super Caixa: participe da consulta e fortaleça a luta por mudanças no programa de remuneração variável

Bancários cobram soluções do INSS para entraves no acesso a benefícios previdenciários

Falta de segurança nos postos de atendimento do Mercantil coloca trabalhadores em risco

Banco do Brasil apresenta proposta insuficiente para recomposição das reservas da Cassi

Categoria bancária entrega minuta de reivindicações à Fenaban
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias