
A Fundação dos Economiários Federais (Funcef) apresentou o balanço do primeiro semestre de 2023. A rentabilidade consolidada no período foi de 5,34% - superior à meta atuarial de 4,97%. O resultado dos investimentos foi de R$ 5,04 bilhões, com alta de 4,9% em relação ao mesmo período de 2022. O resultado foi puxado pelos investimentos em renda fixa, com rentabilidade de 6,55%.
O presidente da Funcef, Ricardo Pontes, informou que resultado do primeiro trimestre foi ruim em função do baixo desempenho da Bolsa, com resultado negativo de 7,27%. Com a melhora do cenário econômico, a renda variável alcançou resultado de 6,59% no segundo trimestre.
Rentabilidade por segmento
Superaram a meta atuarial os investimentos em renda fixa (6,55%), operações com participantes (6,77%) e outros investimentos (5,34%). Renda variável (1,63%), investimentos estruturados (-2,84%) e investimentos imobiliários (4,00%) não performaram bem no semestre. O presidente da Funcef informou que o resultado negativo dos investimentos estruturados corresponde a 1% do total da carteira de investimentos, reduzindo o impacto nos investimentos.
Rentabilidade por plano
Novo Plano e REB
Novo Plano e REB consolidados superaram a meta e alcançaram 7,05% e 6,81%, nesta ordem. Novo Plano CD (cota dos ativos) alcançou rentabilidade de 7,11% e Novo Plano BD (cota dos assistidos), 6,54%. O resultado superavitário dos planos foi puxado pelos investimentos em renda fixa, que alcançou 7,18% no Novo Plano CD e 6,49% no Novo Plano BD. Operações com participantes rendeu 16,15% no BD (destaque para recuperação de contratos inadimplentes) e Investimentos imobiliários obteve 12,13% no CD.
O REB CD (cota dos ativos) alcançou rentabilidade de 6,99% no acumulado do primeiro semestre. REB BD (cota dos assistidos) registrou 6,15% - as duas cotas superando a meta de 4,97%. Investimentos em renda fixa e operações com o participante foram os responsáveis pela boa performance do plano nas duas modalidades.
Reg/Replan Saldado e Não Saldado
Reg/Replan Saldado e Não Saldado fecharam o semestre abaixo da meta atuarial, com 4,42% e 4,83%, respectivamente. Pontes justificou o baixo desempenho em razão da relevante alocação em Vale -a mineradora teve um resultado negativo de 27,75% no semestre. No entanto, na estimativa da Fundação, há expectativa de recuperação em razão do impulso recente do minério de ferro.
A rentabilidade do Reg/Replan Saldado fechou em 4,42%%, com déficit de R$ 1,24 bilhão no período. Deste valor, R$ 764.375 milhões são do resultado dos investimentos abaixo da meta; R$ 348.166 são referentes ao spread para cobrir o déficit apurado em dezembro de 2022, de R$ 6,3 bilhões. O déficit acumulado do plano é de R$ 7,5 bi. É importante destacar o preocupante valor do contencioso, de R$ 138.583 milhões, que contribuíram para o resultado negativo de R$ 1,4 bi.
Já a rentabilidade do Reg/Replan Não Saldado foi de 4,83% e déficit acumulado de R$ 29 milhões. É importante lembrar que o plano fechou o ano de 2022 com superávit de R$ 434.271 milhões. Este resultado, portanto, como alertou a Fenae, foi incrementado pela alteração no regulamento do plano para implementar a CGPAR 25. Essa mudança causou prejuízos financeiros aos participantes, já que desvinculou o reajuste do benefício dos aposentados ao aumento real dos empregados da ativa. No acumulado, o déficit do Reg/Replan Não Saldado é de R$ 463.275 milhões.
O equilíbrio técnico ajustado é de déficit nas duas modalidades do Reg/Replan - R$ 3,6 bi no Saldado e R$ 26 milhões no Não Saldado. Os limites estabelecidos pela Resolução 30 para fins de equacionamento são déficit de R$ 5.2 bilhões no Saldado e de R$ 527,9 milhões no Não Saldado.
Acordo de Leniência – A Funcef informou que ainda não foi notificada pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre redução da a multa da holding J&F de 10,3 bilhões para R$ 3,5 bilhões, que vai causar um prejuízo de cerca de R$ 1 bilhão à Fundação. Com a ausência do comunicado, a Funcef destacou que não haverá mudança contábil no balanço.
A Funcef explicou que está em contato com as outras instituições beneficiárias para estudarem as melhores ações a serem tomadas, caso o MPF confirme a repactuação.
Incorporação do REB ao Novo Plano e GT sobre equacionamento - Ricardo Pontes destacou os desafios assumidos pela nova gestão da Funcef. A incorporação do REB ao Novo Plano continua avançando e está mantida a expectativa de implementar a incorporação ainda no final deste ano.
Sobre o grupo de trabalho interno que estuda alternativas para diminuir o impacto do equacionamento, a Funcef informou que está em contato com a patrocinadora e em breve chamará as entidades para mostrar os estudos realizados.

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