
Baseado no balanço de 2020, a Fundação dos Economiários Federais (Funcef) reduziu as despesas administrativas e tem destacado este dado para justificar o seu objetivo em alcançar uma maior eficiência operacional. Porém, a realidade está aquém de um atendimento eficiente e comprometido com os verdadeiros donos dos recursos, os participantes.
De acordo com dados divulgados pela própria Fundação, a taxa de administração (despesas administrativas sobre recursos garantidores), caiu 0,23% em 2020 (conforme tabela abaixo). Além do home office integral, adotado em março de 2020, que foi responsável por parte desta redução, a Funcef registrou um enxugamento de 13,5% no número de empregados entre 2014 e 2020, que passou de 633 para 547, excluindo-se membros dos órgãos estatutários, estagiários e menores aprendizes.

“Uma das maiores reclamações dos participantes tem se baseado no péssimo atendimento que a Fundação vem prestando. Ao mesmo tempo que a Funcef tem destacado a redução das despesas administrativas, também aumenta a precarização no atendimento, que é feito somente por meios eletrônicos. Os relatos vão desde ligações intermináveis no 0800 sem serem atendidas até encerramento de chamadas sem respostas. Alguns, já recorreram até a ouvidoria, mas sem solução. A que custo está sendo a redução das despesas para os participantes?”, indagou Fabiana Matheus, diretora de Saúde e Previdência da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae).
Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto o enxugamento é prejudicial para o participante. “O foco principal da Funcef deveria ser o participante, mas não é isso que vem sendo constatado nestes últimos anos. Com o serviço precarizado, o distanciamento entre a Fundação e os participantes aumenta ainda mais, e isso é ruim tanto para a Funcef quanto para os verdadeiros donos dos recursos”, afirmou.
Em seu relatório anual de 2020, a Fundação alega que o objetivo desta política era de fazer mais por menos. Mas, o que se observa após as medidas de redução é um maior distanciamento da Fundação em relação aos participantes e assistidos.
Segundo Fabiana Matheus, é do conhecimento de todos que a Funcef quer extinguir as representações nos Estados e terceirizar o autoatendimento. "Nós, como entidades representativas e participantes, precisamos nos unir e fazer a nossa parte, com forte mobilização e fiscalização. Afinal, os verdadeiros donos da Funcef são os participantes", concluiu Fabiana.

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