O Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal voltam a se reunir com o banco, nesta quarta-feira (22), em Brasília, para dar continuidade às negociações sobre o Saúde Caixa, o plano de saúde das empregadas e empregados.
“O Saúde Caixa é um patrimônio inestimável das empregadas e empregados e precisa continuar cumprindo o seu papel de proteção à saúde dos colegas da Caixa, da ativa e aposentados, e seus dependentes”, observou a coordenadora da CEE/Caixa e do GT Saúde Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. “É fundamental que todos permaneçam atentos e mobilizados até que seja renovado o acordo coletivo sobre o Saúde Caixa”, completou Fabiana ao lembrar que a vigência do acordo se encerra no final de 2023, ou seja, em pouco mais de um mês.
Negociações
As negociações se intensificaram desde junho e, em novembro, já ocorreram três rodadas com a participação da coordenação do Comando Nacional dos Bancários.
Desde 2004, o acordo coletivo do Saúde Caixa estabelece que, em caso de saldo deficitário, ao final de cada ano, o banco e os titulares serão chamados a arcar com o saldo negativo. Como o estatuto da Caixa, alterado em 2017, estabelece que o banco não pode gastar mais de 6,5% da folha de pagamento com o plano de saúde, e este limite já foi atingido, o ônus total dos déficits recairiam sobre os trabalhadores.
Segundo últimas apurações apresentadas pelo banco, o plano de saúde acumula déficit de R$ 422 milhões em 2023 e a projeção, para 2024, é de cerca de R$ 660 milhões.
“Desde o início das negociações, cobramos a remoção do teto de 6,5% da folha de pagamentos como limite dos gastos da Caixa com a saúde de seus empregados. E esse ponto deve passar por vários órgãos reguladores”, ressaltou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro.
Avanços: déficit 2023 zerado
Nas negociações ocorridas nos dias 1 e 9 de novembro, os trabalhadores conseguiram que a Caixa se comprometesse a tirar do saldo de déficit as despesas do pessoal de 2021 a 2023 e continuar arcando com estas despesas.
“A solução significa uma redução de R$ 177 milhões no déficit. E, somada ao uso das reservas técnicas e de contingência, zera o déficit deste ano e ainda sobram R$ 40 milhões para ajudar em 2024”, explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.
Outro avanço obtido pelos trabalhadores, é o compromisso do banco em repassar, a cada seis meses, informações financeiras e atuariais do plano (dados primários), para que os empregados e suas entidades representativas possam acompanhar o equilíbrio financeiro do Saúde Caixa.
A luta continua!
A representação dos empregados insiste na necessidade de extinção do teto de 6,5% da folha de pagamentos como limite da Caixa para custos com a Saúde das empregadas e empregados e também com a melhoria do atendimento do Saúde Caixa, que passa pela volta das gerências regionais para permitir a resolução dos problemas regionais por pessoas que são da região e, por isso, vivenciam os empecilhos que prejudicam o atendimento dos usuários do plano e dos profissionais de saúde, clínicas e hospitais credenciados.
Nesta quarta-feira, dirigentes e entidades sindicais se juntam aos empregados da Caixa em atividades presenciais em todo o país e num tuitaço com a hashtag #QueremosSaúdeCaixa.
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