
A Copa do Mundo de 2022, além de grandes jogos, apresentou a todos uma extensa lista de violação de direitos humanos no Catar, o país sede do evento, que vão de agressões e perseguição a jornalistas, mulheres e pessoas da comunidade LGBTQIA+, até a morte de quase 7 mil trabalhadores na construção dos estádios. Agora, mesmo com o fim do campeonato, o futebol chama a atenção da comunidade internacional, com a mobilização em defesa de um jogador da seleção iraniana.
Amir Nasr-Azadani, 26 anos, jogador do Iranjavan, foi condenado à morte e pode ser enforcado por ter participado de protestos pelos direitos das mulheres no Irã, que começaram após a morte de Mahsa Amini, de 22 anos, depois de ser presa e morta, em 16 de setembro deste ano, pela polícia, por não estar com os cabelos cobertos como ditam os costumes do país.
A onda de protestos contra o regime autoritário do Irã, deflagrada após a morte de Mahsa Amini, tem levado personalidades a protestar mundo afora. Atrizes famosas divulgaram imagens cortando o cabelo em solidariedade às mulheres no Irã, entre elas, Juliette Binoche, Marion Cotillard e Isabelle Huppert. No Brasil, atrizes da novela Órfãos da Terra, da Rede Globo, também aderiram ao movimento, denominado Hair For Freedom, ou cabelo pela liberdade.
Ainda na Copa, a seleção iraniana, dirigida pelo português Carlos Queiroz, se recusou a cantar o hino do país no jogo contra a Inglaterra, em protesto ao regime autoritário. A decisão veio após cobranças sobre o posicionamento da seleção a respeito dos protestos no país. O capitão Ehsan Hajsafi foi o primeiro do time a se manifestar. “Estamos com eles [manifestantes] e os apoiamos. Nós simpatizamos com eles”, disse.
A FIFPro, Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol se manifestou pelas redes sociais, quando afirmou estar “chocada e enojada com relatos de que o jogador de futebol profissional Amir Nasr-Azadani enfrenta execução no Irã depois de fazer campanha pelos direitos das mulheres e liberdade básica em seu país”. A entidade lançou um manifesto, que pode ser assinado por todos, em qualquer país, para exigir que o Irã abandone a pena de morte do jogador.
Acesse e assine a petição aqui
O secretário de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Elias Jordão, chama a categoria bancária e trabalhadores do ramo financeiro a assinar o manifesto. “Direitos humanos não têm fronteira nem ideologia, e todos temos o compromisso de exigir o seu cumprimento”, disse Elias. “O caso do jogador iraniano tem dupla conotação, pois ele está correndo o risco de ser executado exatamente por se manifestar em defesa de direitos e do respeito às pessoas, por isso devemos todos subscrever e compartilhar essa petição”, completou.
A Fifa, organizadora da Copa, poderia ter usado a grande popularidade do evento para denunciar o caso, mas até o momento não se manifestou. O Irã também é filiado ao Comitê Olímpico Internacional (COI). As duas instituições têm compromisso com os Direitos Humanos em estatuto e podem impor sanções ao Irã em praticamente todos os esportes.

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