
Em audiência de mediação realizada pelo Ministério Público do Trabalho entre o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e representantes do Mercantil do Brasil (BMB), na última terça-feira (5), a direção do banco disse que não vai rever as dispensas e indenizará apenas casos de estabilidade pós-aposentadoria e de acidente de trabalho que ele considerar necessário. O banco oferece ainda 12 meses de plano de saúde além do prazo previsto na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.
No mesmo dia, representantes dos trabalhadores realizaram um protesto contra o fechamento das atividades da instituição financeira no Rio após 50 anos de funcionamento no Estado. O banco demitiu todos os funcionários, inclusive dirigentes sindicais, numa decisão unilateral que surpreendeu os bancários, clientes e o movimento sindical.
O MPT sugeriu para que o Sindicato apresente sua contraproposta à posição do banco. “Vamos consultar os funcionários demitidos pelo Mercantil para apresentar uma contraproposta que atenda aos anseios dos bancários e garanta direitos dos trabalhadores”, disse o presidente do Sindicato do RJ, José Ferreira.
O movimento sindical defende que o Mercantil reveja dispensas irregulares e dê aos empregados que desejarem a oportunidade de trabalhar em unidades de outros estados da federação.
No dia 8 de junho deste ano, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que “demissões em massa precisam passar por negociação coletiva com as entidades representativas dos trabalhadores”, regra que o BMB descumpriu.

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