
Na segunda-feira (17), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se com representantes do setor financeiro para discutir formas de reduzir os juros do cartão de crédito, o chamado crédito rotativo. Em meio à disputa com o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos, pela redução na taxa básica de juros (Selic), o governo prepara alternativas.
A redução do rotativo é uma das 14 medidas que o governo pretende anunciar ainda nesta semana para melhorar as condições do crédito no Brasil. Enquanto a Selic está em 13,75% – maior taxa real de juros do mundo –, o rotativo do cartão de crédito passa em alguns casos de 400% ao ano.
“Uma boa parte do pessoal que está no Serasa hoje é por conta do cartão de crédito. E as pessoas não conseguem sair do rotativo. Nós precisamos encontrar um caminho. Um caminho negociado, como fizemos com a redução do consignado dos aposentados”, disse o ministro.
Participaram da reunião, no ministério da Fazenda, o presidente da Federação Brasileira de Bancos, Isaac Sidney, e o diretor-presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, Rodrigo Maia. Também eram aguardados os presidentes do Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e Nubank.
Nesse sentido, Haddad afirmou que o “desenho” do crédito rotativo “está prejudicando muito a população de baixa renda. Ele não deu detalhes, mas disse que o governo já apresentou alternativas, que estão “em discussão”. “Estamos negociando o rotativo faz tempo já. Nós já propusemos, mas a gente está numa negociação.”
O ministro afirmou ainda que “está tudo bem” com o projeto do Novo Arcabouço Fiscal, que deve ser enviado ao Congresso Nacional também nesta semana. Após o encontro com os bancos, Haddad, o número dois da pasta, Gabriel Galípolo e o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, reuniram-se com o presidente da República. A pauta não foi informada, mas especula-se que a reunião tratou da taxação dos importados, que causou polêmica na semana passada.
Caso do consignado
A “negociação” que Haddad se refere para a redução nas taxas de juros do crédito consignado a aposentados e pensionistas do INSS ocorreu após jogo duro por parte das instituições financeiras. Em 13 de março, o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) decidiu reduzir a taxa do consignado do de 2,14% para 1,7% ao mês. Na ocasião, a taxa máxima do cartão consignado também caiu, de 3,06% para 2,62% mensais.
Diversos bancos reagiram com boicote, suspendendo as linhas de crédito. As centrais classificaram a suspensão como “chantagem” e denunciaram a sede “sem limites” dos bancos em busca de lucros.
No fim do mês, o CNPS se reuniu novamente para aprovar proposta do governo para o teto máximo de 1,97% ao mês nas taxas de juros do crédito consignado a aposentados e pensionistas do INSS. Três representantes ligados aos bancos, que defendiam 1,99%, se abstiveram. Os aposentados, por outro lado, defendiam 1,90% como teto. A taxa máxima do cartão consignado ficou em 2,89% ao mês.

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