
O Grupo de Trabalho de Promoção por Mérito da Caixa Econômica Federal voltou a se reuniu na última sexta-feira (26) para continuar as negociações sobre os critérios a serem adotados para o pagamento dos valores referentes ao Plano de Cargos e Salários (PCS), “deltas” referentes a 2021.
O impasse permanece, uma vez que a Caixa insiste em considerar apenas o programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) como parâmetro a ser utilizado para o cálculo.
“Queremos que o banco considere questões objetivas, como a frequência, cursos na Universidade Caixa, PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), ações de autodesenvolvimento e, da GDP também sejam usados apenas os critérios objetivos”, disse o coordenador da representação dos empregados no GT, João Paulo Pierozan. “Usar apenas a GDP, ainda mais com a nova ‘curva forçada’, é inaceitável, uma vez que é um sistema que foi implementado sem qualquer negociação com os trabalhadores, nem com suas representações e, de cara, taxa 5% dos funcionários como ‘não atende’, mesmo que eles tenham cumprido todos os requisitos exigidos para terem um desempenho satisfatório”, completou.
Pela proposta apresentada pelo banco, apenas empregados com ‘desempenho superior’ e ‘desempenho excelente’ receberiam delta, que somam 62% dos empregados (57% receberia um delta e 5% dois deltas). Neste momento (base outubro/2021), estes 5% estão enquadrados como desempenho excelente na GDP, mas isso pode mudar até o final do ano.
Durante a reunião, a representação dos trabalhadores reafirmou a reivindicação para que fosse distribuído um delta para todos os empregados de forma linear, mas se manteve aberta à negociação desde que os representantes da Caixa apresentassem outras propostas que ampliassem o número de empregados contemplados e considerassem critérios objetivos além da GDP para o cálculo.
Ambas as partes farão conversas internas para se chagar a uma proposta de consenso e voltam a negociar na próxima quarta-feira (1º/12), às 15h.

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