
As condições de saúde dos empregados da Caixa têm piorado de 2018 até agora. É o que mostram os dados da pesquisa da Fenae de 2021, comparados aos resultados do levantamento realizado em 2018. Embora a metodologia seja distinta, as pesquisas se relacionam e há dados possíveis de serem comparados - e os resultados se mantiveram críticos ou pioraram.
Na pesquisa de 2021 houve algumas mudanças de medidas e reformulações em perguntas para dar mais robustez e precisão nos resultados. E o que se observa, a partir da análise desses dados, é que as condições de saúde e trabalho dos empregados têm piorado.
Em 2018, pouco mais de 30% dos empregados que responderam à pesquisa relataram problemas de saúde relacionados ao trabalho. Em 2021, o número ultrapassou 40%.

A pressão também aumentou. Em 2018, mais de 30% responderam que “às vezes” sentia pressão no trabalho; no levantamento de 2021, esse percentual chega próximo a 25%. No entanto, a percepção de “sempre” sentir pressão aumentou de 20% para mais de 35%. O que era às vezes passou a ser sempre. Os empregados da Caixa se sentem cada vez mais pressionados no trabalho. E é preciso analisar de que maneira o modo e os instrumentos de gestão do banco estão afetando os trabalhadores.

Para a pesquisadora e doutora em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações, Fernanda Duarte, o que “salta aos olhos” na pesquisa é o adoecimento mental dos empregados, que já ultrapassa o de saúde física, como LER/Dort (Lesão por Esforço Repetitivo/ Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho).
“Na década de 1980, quando começaram os primeiros estudos sobre a saúde do trabalhador, o assunto principal era LER e Dort. Havia questões de saúde mental no trabalho, mas elas não prevaleciam. Isso a gente está vendo agora. A maioria dos afastamentos, ou de quem não se afasta, mas trabalha doente, são por questões de saúde mental”.

A pesquisa de 2021 da Fenae corresponde à análise de Fernanda Duarte. O adoecimento mental é o principal motivo de afastamento dos trabalhadores da ativa. Dos 6% que responderam estar afastados por licença médica, 33% são por depressão, 26% por ansiedade, 13% pela síndrome de Burnout e 11% por Síndrome do Pânico.
Outro dado que preocupa o movimento sindical é a quantidade de bancários que trabalham adoecidos. Dos empregados que tiveram problemas de saúde mental relacionados ao trabalho, 63% não se afastaram do trabalho com atestado médico.
Comparação com a pesquisa de 2019 - A pesquisa de 2018 buscou avaliar as condições de saúde dos empregados; no estudo de 2019, o objetivo era mapear as percepções sobre qualidade de vida e situação financeira. A mais recente, de 2021, pretendeu investigar as condições de saúde e relação do trabalho dos ativos e aposentados. Entre as pesquisas de 2019 e 2021 foi possível comparar o crescimento de tratamentos psiquiátricos e psicológicos.

Em 2019, aproximadamente 10% dos empregados informaram fazer tratamento psiquiátrico. Em 2021, o percentual de quem faz este tipo de tratamento passar de 20% - mais que o dobro de trabalhadores.

Em relação ao tratamento psicológico, também houve aumento. Em 2019, eram cerca de 10%; em 2021, pulou para quase 25%.

Põe Mais Dinheiro Caixa! Afinal, o que é o teto?

COE Itaú entrega pauta de reivindicações ao banco no dia 1º de julho

Caixa volta atrás, atende Sindicato e decide abonar horas dos jogos do Brasil na Copa

CUSC cobra mais transparência e melhorias no atendimento durante reunião com gestores do Saúde Caixa

Super Caixa: participe da consulta e fortaleça a luta por mudanças no programa de remuneração variável

Bancários cobram soluções do INSS para entraves no acesso a benefícios previdenciários

Falta de segurança nos postos de atendimento do Mercantil coloca trabalhadores em risco

Banco do Brasil apresenta proposta insuficiente para recomposição das reservas da Cassi

Categoria bancária entrega minuta de reivindicações à Fenaban
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias