
Na noite de segunda-feira (26), foi realizada uma plenária virtual para discutir os próximos passos da Campanha Nacional dos Financiários 2024 e traçar estratégias de mobilização. Os financiários buscam a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que assegura os direitos da categoria, além de pressionar por reajustes salariais, no Vale-Alimentação (VA), no Vale-Refeição (VR) e na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Durante a plenária, a secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Contraf-CUT, Magaly Fagundes, destacou a postura desrespeitosa da Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) em relação aos direitos dos financiários. "A Fenacrefi continua a desrespeitar os direitos dos financiários ao insistir em propostas que não atendem às demandas da categoria," afirmou.
Na última rodada de negociações, realizada na quinta-feira (22), a Fenacrefi repetiu a proposta anteriormente rejeitada, que prevê o pagamento de PLR de até 5% do lucro da empresa, com teto de 1,8 salário. Essa proposta, se aceita, resultaria em uma redução nos ganhos dos trabalhadores com salários mais baixos, que são, muitas vezes, os mais dedicados.
Além disso, a Fenacrefi manteve a proposta de reajuste salarial equivalente a apenas 80% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), oferecendo a recomposição total apenas nos vales refeição e alimentação. Essa oferta foi prontamente recusada pelo Coletivo Nacional dos Financiários da Contraf-CUT, que reafirmou a necessidade de ganhos reais para a categoria.
As negociações entre as partes estão previstas para serem retomadas no dia 5 de setembro, quando se espera que a Fenacrefi apresente uma proposta mais alinhada às expectativas e necessidades dos financiários.
“Os trabalhadores precisam estar mobilizados exclusivamente com a luta coletiva para avançarmos. Todas as conquistas até o momento foram alcançadas com grande dificuldade e não será diferente agora. Não iremos aceitar a redução da PLR nem qualquer proposta rebaixada”, garantiu Kattlin Salles, membro do coletivo.

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