
Sete meses. Este é o tempo transcorrido entre o início das cobranças dos representantes dos empregados (CEE) e a instalação, pelos representantes da direção da Caixa, da Comissão Paritária para discutir os critérios para a sistemática da Promoção por Merecimento 2021, prevista no Acordo Coletivo de Trabalho. Este é o tamanho do descaso da Geret, Depes, Viepe e o retrato da administração do presidente Pedro Guimarães.
A situação fica mais grave. Além da clara desídia com um direito previsto pelo Acordo Coletivo de Trabalho consignado entre os empregados e a direção da empresa, o recado que a administração de Pedro Guimarães transmitiu para os empregados é a intransigência: o único critério que aceitam discutir passa pela imposição da GDP, até mesmo para o primeiro delta. A estratégia da direção do banco, aparentemente, foi postergar o início dos debates para tentar criar o “fato consumado” e tentar impor sua condição.
“Se qualquer empregado, assistente, caixa ou gerente, demorasse sete meses para realizar uma ‘entrega’, certamente seria penalizado pela administração do banco. Agora, fazem o inverso para penalizar os empregados: atrasaram o início dos trabalhos da Comissão e tentam empurrar a controversa ‘curva forçada’, que tem caráter claramente punitivo, até mesmo para o primeiro delta”, criticou o diretor-presidente da Apcef/SP, Leonardo Quadros. “Pela falta de tempo para se cumprir qualquer critério que seja definido, causada pela administração do presidente Pedro Guimarães, o desfecho mais justo para os empregados é a distribuição de um delta a todos que sejam elegíveis. Os empregados não podem ser penalizados pela desídia da direção, que adiou indefinidamente o início dos debates”, afirmou o dirigente da Apcef/SP e membro da Comissão Paritária, André Sardão.

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