
Dia 29 de abril será o ponto alto da Jornada Nacional de Lutas da Classe Trabalhadora, que teve início no dia 9 de abril com um ciclo de debates em parceria com o Dieese em vários estados do Brasil. Nesta data a CUT e suas entidades orgânicas e filiadas de todo o Brasil, trabalhadores urbanos e rurais, juntamente com as outras centrais sindicais irão realizar a Plenária e a Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília.
Os participantes da marcha irão levar aos poderes Legislativo e ao Executivo as pautas de interesse do conjunto dos trabalhadores, como a Redução da Jornada de Trabalho, sem redução de salário – pauta histórica da CUT-, o fim da escala 6X1 e a isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil por mês.
Também são destaques as pautas dos trabalhadores e trabalhadoras no Serviço Público das esferas municipal, estadual e federal: valorização do serviço público, fim do confisco, pela manutenção do RJU (Regime Jurídico Único), pela regulamentação da negociação coletiva (Convenção 151).
Outros temas importantes também serão levados à plenária e à marcha, como a valorização da Agricultura Familiar, o cumprimento da lei de igualdade salarial entre homens e mulheres, transição energética justa, combate ao racismo e à LGBTQIA+fobia, entre outras.
Programação
A concentração em Brasília no dia 29 de abril será às 8h da manhã, no estacionamento do Teatro Nacional/Praça da Cidadania, próximo à rodoviária. Às 9h será realizada a Plenária da Classe Trabalhadora para atualizar a pauta de interesse dos trabalhadores e trabalhadoras. Às 10h30, está prevista a saída em Marcha/caminhada por Brasília.
A Jornada de Lutas da Classe Trabalhadora tem seu ápice no Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora, que completa 100 anos de celebração no Brasil. Neste 1º maio, as Estaduais da CUT farão manifestações em suas regiões.
Por que é importante o trabalhador e a trabalhadora se juntarem a esta luta?
Redução da Jornada e Fim da escala 6 x 1
A redução de jornada de trabalho sem redução de salários e o fim da escala 6 X 1 têm sido eficazes tanto para os trabalhadores como para os patrões, fato confirmado por estudos recentes. Uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revelou que a redução da jornada pode abrir vagas de emprego para cerca de 3 milhões de trabalhadores. Segundo o Dieese, o maior tempo livre pode ajudar o trabalhador a frequentar cursos de qualificação, e à medida em que o mercado de trabalho demanda cada vez mais mão de obra qualificada, mais trabalhadores teriam oportunidades de inserção.
> Leia mais
Reduzir jornada de trabalho aumenta a produtividade e dá maior lucro a empresas
Isenção do IRPF para quem ganha até R$ 5 mil
A isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais corrige uma distorção do tributo que está com sua tabela defasada, além de colocar mais dinheiro no bolso dos trabalhadores. É a chamada justiça tributária, onde quem ganha mais, deve pagar mais, ou seja, taxar quem ganha mais de R$ 50 mil e os super-ricos para que seja possível isentar quem ganha menos. Uma nota técnica do Dieese mostra que o acréscimo anual na renda pode chegar a R$ 4.170,82 de quem ganha até R$ 5 mil. Já a isenção beneficiará 9,6 milhões de pessoas, e garantirá desconto adicional para quem ganha de R$ 5.000,01 a R$ 6.999,99, reduzindo a carga das menores rendas, de acordo com estudo da Unafisco Nacional.
Para compensar a perda de arrecadação com a isenção, o governo federal propôs aumentar o imposto de renda para quem tem renda de R$ 600 mil ao ano, o que também diminuirá a desigualdade social, em que o pobre paga mais imposto do que o rico.
Uma análise feita no ano passado pelo Instituto Justiça Fiscal (IJF) já mostrava que no Brasil é possível arrecadar cerca de R$ 300 bilhões ao ano tributando apenas 0,3% mais ricos da população, o que representa apenas 600 mil pessoas entre os 215 milhões de brasileiros. Dinheiro que poderia ser investido em obras essenciais, na saúde e na educação, entre outros.

Bancários do Itaú fazem assembleia virtual sobre acordo de CCV nesta sexta-feira (15). Participe!

Escala 6x1 e jornada de 44h contribuem para a desigualdade de renda no Brasil

Solidariedade que transforma: bancários de Araraquara e região arrecadam 800 kg de ração em campanha PET, do Sindicato

Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa

Fechamento de agências bancárias amplia exclusão de pessoas com deficiência e população vulnerável

Pressão por vendas: com regras piores para pagar comissões, lucro da Caixa Seguridade aumenta 13,2% no 1º tri. Dividendos pagos alcançam R$ 1,05 bi

Santander reduz lucro no 1º trimestre de 2026 e mantém cortes de empregos e fechamento de unidades

Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi

Burnout explode 823% e novo decreto fará empresas pagarem caro por metas absurdas: escala 6×1 é próximo alvo
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias