
Há pouco mais de um ano, os empregados da Caixa, da ativa e aposentados, aprovaram em assembleia a proposta para a sustentabilidade do Saúde Caixa. Com a aprovação, foram mantidas as premissas do Saúde Caixa e foi derrotada a tentativa da Caixa de reduzir suas contribuições para o custeio do plano. O banco pretendia limitar sua participação a, no máximo, 50% do custo total, querendo aplicar a CGPAR 23.
A construção e aprovação da proposta de sustentabilidade para o Saúde Caixa foi uma imensa vitória dos empregados do banco, da ativa e aposentados. Movimento sindical junto aos trabalhadores derrotaram o que era dado como certo, que foi a intenção do banco em limitar sua participação a no máximo metade do custo total.
Luta dos empregados
O movimento dos empregados, de forma unificada, lutou contra este ataque. A atuação teve início em 2018, quando a deputada federal e empregada aposentada da Caixa, Erika Kokay (PT-DF), apresentou o PDC 956/2018 (transformado posteriormente no PDL 342/2021), que sustava os efeitos da resolução da CGPAR.
Devido ao trabalho e articulação das entidades representativas dos empregados da Caixa, o projeto foi aprovado e, após sua promulgação, a CGPAR 23 foi revogada.
Com isso, o caminho foi aberto para que o Grupo de Trabalho dos empregados apresentasse uma proposta que mantivesse os princípios do pacto intergeracional e de solidariedade do Saúde Caixa.
A proposta apresentada e aprovada manteve a proporção 70/30, sendo 70% de contribuição da Caixa e 30% de contribuição dos empregados. Na proposta ainda consta que empregados contribuirão com mensalidade de 3,5%da remuneração base, mais 0,4 por dependente, limitado a 4,3%. Além disso, foi mantido o teto de coparticipação, que hoje está em R$ 3.600 anuais.
> Leia a minuta completa do acordo para sustentabilidade do Saúde Caixa
13ª Contribuição
Porém, para dar conta da inflação médica, que é sempre mais alta do que qualquer outro índice de inflação, e do problema causado pela falta de contratações no banco - uma vez que um número menor de empregados impacta negativamente no Saúde Caixa -, a proposta aprovada determinou o pagamento de uma mensalidade, nos mesmos valores e composição (3,5%), sobre o 13º salário de cada participante a partir deste ano de 2022. Esta foi a forma encontrada para que o reajuste pesasse o mínimo possível para todos.
Além disso, a proposta aprovada também prevê a utilização do fundo de reserva do Saúde Caixa, acumulado em período em que houve superavit. O uso do fundo de reserva é uma forma de evitar a necessidade de contribuições extraordinárias dos trabalhadores até 2023, quando haverá novas negociações sobre o plano.
É importante lembrar que a Caixa determinou em seu estatuto um limite de contribuição para o Saúde Caixa de 6,5% da sua folha de pagamento. A utilização do fundo de reserva é justamente para que, em se chegando ao limite de 6,5%, isso não recaia sobre os participantes do plano.
O uso do fundo de reserva e a contribuição sobre o 13º salário são necessários para que o Saúde Caixa se mantenha sustentável, que o pacto intergeracional e de solidariedade sejam preservados, e que o conjunto dos participantes sofra o menos possível com reajustes.
Em 2023, o movimento sindical voltará a negociar com o banco o plano de saúde. Inclusive, há uma nova ameaça ao Saúde Caixa, a CGPAR 42, mais um ataque do governo Bolsonaro. Entre outros prejuízos aos trabalhadores de empresas públicas, a resolução busca estabelecer novamente o limite de 50% no custeio dos planos de saúde dos funcionários por empresas públicas, algo já derrotado com a derrubada da CGPAR 23. A luta dos empregados e das entidades representativas é todo dia, e é importante que haja de unidade e mobilização pra derrubar o teto de 6,5% e garantir essa conquista fundamental, sustentável, e com seus princípios pra todos empregados, da ativa e aposentados.

Começa o processo eleitoral da FUNCEF 2026

Reforma do Imposto de Renda amplia isenção e avança na justiça tributária para trabalhadores

Bradesco lucra R$ 24,6 bilhões em 2025, mas fecha quase 2 mil postos e reduz rede de atendimento

Setor bancário fecha 8,9 mil postos em 2025 e contraria trajetória positiva do mercado de trabalho

Santander confirma pagamento da PLR em 27 de fevereiro após ofício do movimento sindical

Itaú confirma pagamento da segunda parcela da PLR em 27 de fevereiro

Santander lucra R$ 15,6 bilhões em 2025, mas fecha quase 6 mil postos de trabalho

Itaú lucra R$ 46,8 bilhões em 2025 e segue fechando agências e postos de trabalho

Em noite de lançamento, Sindicato reúne população de Araraquara em debate histórico sobre Palestina e Guatemala
Institucional
Diretoria
História
Conteúdo
Acordos coletivos
Galeria
Notícias