
A categoria bancária, representada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), participa do Seminário Sofrimento Mental e Morte entre Trabalhadores e Trabalhadoras – Transtornos Mentais e Suicídios Relacionados ao Trabalho, que ocorre na próxima terça (24) e quarta-feira (25), em Campinas (SP).
O evento é organizado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com apoio de diversas entidades, entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Contraf-CUT. As atividades serão realizadas de forma híbrida (presencial e virtual), com transmissão pelo canal do MPT Campinas no YouTube.
O tema, considerado um dos problemas mais recorrentes no ambiente do trabalho nos dias de hoje, será apresentado em painéis e debatido por grandes nomes da academia e do mundo do trabalho, como o sociólogo francês Vincent de Gaulejac, conhecido pelo seu trabalho no Laboratório de Mudança Social, de Paris, e o professor Ricardo Antunes, um dos principais pensadores da sociologia do trabalho no Brasil.
Também participam pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Unicamp, de outras universidades e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese), além de entidades representativas dos trabalhadores e centrais sindicais. O secretário de Saúde do Trabalho da Contraf-CUT, Mauro Salles, participa da mesa redonda Assédio e Suicídio Relacionado ao Trabalho, que ocorre na terça-feira, às 16 horas. Também será apresentado o documentário 4 contos – A tragédia por trás do lucro, dirigido por Marcelo Monteiro e produzido pelo Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região. Conheça aqui a programação completa.
Um dos pontos altos do seminário será o Painel de Experiências, na quarta-feira, às 11h15, que trará o testemunho de trabalhadores de diversas categorias, como bancários, petroleiros, educação, aeroviários, de plataformas e policiais.
Adoecimento
Dados do Ministério do Trabalho e Previdência mostram que, em 2020, foram relatados mais de 570 mil afastamentos por transtornos mentais no Brasil, 26% a mais que em 2019. Entre as 468 doenças listadas pelo órgão estão depressão, ansiedade, pânico, estresse pós-traumático, transtorno bipolar e fobia social.
O procurador Mário Antônio Gomes, um dos responsáveis pela iniciativa, diz que “é possível dizer que em todas as empresas há ao menos um caso de sofrimento mental relacionado ao trabalho”. Ele também aponta que é muito comum o não reconhecimento deste tipo de doença. “São problemas que podem crescer de forma silenciosa e, se não forem devidamente cuidados, podem resultar num ato final de desespero: o suicídio”, alerta.
O projeto
O seminário faz parte de um projeto mais amplo, que tem como objetivo maior contribuir com sugestões ao Sistema Único de Saúde (SUS), para promover um atendimento de qualidade aos trabalhadores que sofrem de transtornos mentais, desde o acolhimento até o tratamento.
Os organizadores afirmam que as políticas públicas são deficitárias e dificultam o acesso aos serviços de saúde do trabalhador. Por isso, identificam que o primeiro passo deve ser desestigmatizar o transtorno mental como doença ocupacional, com meio da informação e conscientização, o que será o primeiro passo para o aperfeiçoamento das políticas públicas.
Para Mauro Salles, “a enorme incidência de transtornos mentais e suicídios relacionados ao trabalho entre os bancários aponta para relevância do projeto”. Segundo o secretário da Contraf-CUT, é preciso conhecer mais profundamente a situação para transformar essa realidade, como propõe o projeto. “É necessário denunciar e dar visibilidade às tragédias cotidianas que enfrentam os trabalhadores, bancários em especial. Os bancos, com as metas abusivas, pressão por resultados e assédio moral, são responsáveis por grande parte do sofrimento e adoecimento dos bancários”, conclui.
Para acompanhar as transmissões ao vivo pelo YouTube, clique aqui na terça-feira (24) e aqui na quarta-feira (25).

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